Presidente da Câmara de Goiânia atribui avanço de pautas à retomada de diálogo entre Executivo e Legislativo
Romário Policarpo defende que o entorno de consenso na Casa permitiu tramitação mais rápida de seis projetos prioritários e abre caminho para mudanças na LOA 2026 proposta pelo governo municipal.

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Romário Policarpo (PRD), afirmou que a recente aceleração na tramitação de projetos de interesse do governo municipal deve-se ao fortalecimento da interlocução entre o Legislativo e o Executivo. Segundo ele, o canal aberto de comunicação — marcado por reuniões entre vereadores, secretários e o prefeito Sandro Mabel — assegurou maior fluidez nas discussões e votações da semana passada.
“Quando esses projetos de maior volume, de maior importância para a Prefeitura chegam, é necessário que o Executivo — o prefeito, os secretários — expliquem claramente seus objetivos. Muitas vezes são matérias que dimensionam políticas públicas para o futuro”, declarou Policarpo durante o programa “Deputados Aqui”, realizado no bairro Jardim Novo Mundo. Ele defende que, com diálogo, as proposições andam e espera que este clima de cooperação perdure até o fim da legislatura.
Projetos avançaram e LOA 2026 entra no radar
Na semana anterior, seis matérias consideradas prioritárias pelo Executivo receberam tramitação mais célere — o que, na visão de Policarpo, evidencia os efeitos positivos do entendimento. Além disso, a atenção se volta agora para a Lei Orçamentária Anual 2026 (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cuja aprovação está cercada de expectativa entre os vereadores.
O governo municipal encaminhou à Câmara uma proposta de revisão da LOA 2026 que prevê elevação de R$ 377 milhões na previsão de receita e despesa — passando de R$ 10,4 bilhões para R$ 10,8 bilhões. Em 2025, a LOA havia sido fixada em R$ 10,6 bilhões.
Policarpo, embora aponte a revisão com naturalidade, observa que os valores ainda podem estar aquém da execução real. Entre os principais questionamentos dos vereadores está o montante destinado às emendas impositivas, cujo valor individual pode saltar de R$ 4,7 milhões para cerca de R$ 5 milhões. Ele ressaltou a necessidade de ajustes precisos para garantir equilíbrio fiscal e atender demandas locais sem comprometer a gestão.
Pedidos de transparência e equilíbrio orçamentário
Para o presidente da Câmara, o envio de projetos pela Prefeitura deve ser acompanhado de clareza e justificativas técnicas. Ele defende que o diálogo não consista apenas em agilizar votações, mas garantir que as matérias contemplem estudos robustos de impacto, metas realistas e compromisso com a prestação de serviços públicos.
Esse posicionamento, segundo ele, visa tanto assegurar a segurança jurídica das decisões quanto proteger o erário e garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e transparente.
Perspectiva de pacificação e expectativa entre parlamentares
Parlamentares como Anselmo Pereira (MDB) e Henrique Alves (MDB) interpretam a abertura ao diálogo como um aceno positivo à pacificação política na Casa. Para Anselmo, a revisão da LOA e o ritmo de votação demonstram que a Câmara está disposta a colaborar com a gestão municipal sem abrir mão de sua função de fiscalizadora.
Henrique Alves destaca, no entanto, que as revisões devem ter base técnica e transparência para não comprometer a sustentabilidade fiscal da capital.
Com a combinação de diálogo institucional, ajustes orçamentários e envolvimento dos parlamentares, a expectativa é de que Goiânia avance na aprovação da LOA 2026 e de outras pautas estruturantes, mas com atenção redobrada aos impactos práticos na gestão pública e no cotidiano dos moradores.
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