Operação Apura Suposto Esquema de Propina e Mira Presidente da Goiás Turismo
Mandado de busca e apreensão foi cumprido contra Paulo Henrique da Farmácia em investigação que apura possíveis irregularidades na liberação de alvarás para eventos em Goiânia; Polícia Civil também determinou quebra de sigilos de investigados.

A Polícia Civil de Goiás intensificou nesta quarta-feira (10) uma investigação que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a liberação e renovação de alvarás para eventos culturais e de entretenimento em Goiânia. Entre os alvos da operação está Paulo Henrique da Farmácia, atual presidente da Goiás Turismo e ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Economia Criativa durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.
Equipes da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) cumpriram mandados de busca e apreensão contra ex-integrantes da administração municipal que, segundo as investigações, teriam atuado em setores responsáveis pela análise, autorização e fiscalização de eventos na capital. Além das diligências, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 12 investigados para aprofundar o rastreamento de movimentações financeiras consideradas relevantes para o inquérito.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve origem após denúncias apresentadas por empresários do setor de entretenimento, que relataram a existência de cobranças indevidas para obtenção de licenças e autorizações administrativas. Os relatos apontam que a suposta exigência de vantagens ocorreria tanto para a emissão quanto para a renovação dos documentos necessários ao funcionamento de eventos temporários.
Segundo informações divulgadas pela corporação, a apuração busca esclarecer se agentes públicos utilizaram suas funções para exigir pagamentos ilícitos ou outras contrapartidas em troca da liberação dos alvarás. As investigações também analisam a hipótese de que parte dessas exigências tenha ocorrido por meio da oferta de serviços ou realização de eventos sem custos para atender interesses específicos ligados à administração da época.
O principal denunciante afirmou ter acumulado prejuízos superiores a R$ 400 mil em razão das supostas exigências, alegando dificuldades para manter suas atividades empresariais em Goiânia diante do cenário investigado.
Até o momento, não foram efetuadas prisões. A operação tem caráter probatório e busca reunir documentos, registros eletrônicos e demais elementos que possam contribuir para a identificação da eventual participação de cada investigado.
Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que os fatos apurados dizem respeito à administração anterior e ressaltou que a atual gestão não possui relação com os acontecimentos investigados. O município também declarou estar à disposição para colaborar com os órgãos de controle e segurança pública.
A defesa dos investigados ainda poderá se manifestar durante o andamento do processo. O espaço permanece aberto para posicionamentos oficiais dos citados na investigação.
A Polícia Civil reforça que as apurações seguem em curso e que os investigados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça, conforme determina a legislação brasileira.
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