Mulher é assassinada e corpo é ocultado em monte de areia em Anápolis; ex-namorado é preso
Investigação da Polícia Civil aponta que vítima foi morta dentro da própria residência e teve o corpo escondido em uma área afastada da cidade; suspeito foi localizado com veículo, celular da vítima e porções de drogas

A Polícia Civil de Goiás prendeu, em Anápolis, um homem suspeito de matar a ex-namorada, Kesley Cristina Ribeiro Marques, e ocultar o corpo dela em um monte de areia na região do distrito de Candidópolis. O investigado, identificado como Jederson Lucas Ferreira das Chagas, foi localizado nesta terça-feira após dias de buscas conduzidas pelas equipes da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH).
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido no último dia 13 de maio, dentro da residência da vítima. Conforme relatado pela polícia, o suspeito confessou que houve uma luta corporal entre os dois antes de Kesley ser atingida por diversos golpes de faca. Após o homicídio, ele teria colocado o corpo no porta-malas do carro da vítima, limpado os vestígios de sangue da casa e seguido até uma área isolada, onde enterrou parcialmente o cadáver sob uma grande quantidade de areia.
A localização do suspeito ocorreu durante diligências na zona rural de Anápolis. Segundo a Polícia Civil, Jederson estava em posse do automóvel e do aparelho celular pertencentes à vítima. Durante a abordagem, os policiais também encontraram porções de entorpecentes, o que resultou em autuação em flagrante por tráfico de drogas, além do crime de ocultação de cadáver.
O delegado Marcos Adorno, responsável pelo caso, afirmou que a linha investigativa aponta para um feminicídio com forte indício de tentativa de dificultar a descoberta do crime. A perícia técnico-científica foi acionada para analisar o imóvel da vítima e o local onde o corpo foi encontrado, buscando consolidar provas materiais que reforcem a dinâmica investigada.
A defesa do suspeito não foi localizada até o fechamento desta matéria. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para conclusão dos laudos periciais e definição formal das imputações criminais, incluindo a possível tipificação por feminicídio qualificado.
O caso volta a acender o alerta sobre a escalada da violência contra a mulher em Goiás, especialmente em crimes praticados no contexto de relações afetivas encerradas ou marcadas por conflitos anteriores. Especialistas em segurança pública apontam que ocultação de cadáver e destruição de vestígios costumam ser estratégias utilizadas para dificultar a atuação das autoridades e retardar a responsabilização criminal.
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