24 de julho de 2024
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Tensões políticas abalam Aparecida de Goiânia: Gustavo Mendanha, Vilmar Mariano e André Fortaleza no fogo.

As discussões sobre a equipe municipal de secretários e as possíveis alterações estão gerando atritos entre o prefeito Vilmar Mariano e seu aliado Gustavo Mendanha.
Prefeito Vilmar Mariano, nesta quinta-feira (19), no TJ-GO: articulações sobre o secretariado seguem (Wildes Barbosa)

A cidade de Aparecida de Goiânia, importante pólo político no Estado de Goiás, está mergulhada em um cenário de intensas tensões envolvendo algumas de suas principais figuras políticas. A situação tumultuada inclui o ex-prefeito Gustavo Mendanha, do Patriota, o atual prefeito Vilmar Mariano, do MDB, e o presidente da Câmara Municipal, André Fortaleza, também do MDB. As discussões e atritos, aparentemente, giraram em torno de questões relacionadas à secretaria municipal, que geraram desgastes notáveis.

Nos bastidores, a informação que circula é que a tensão entre Gustavo Mendanha e Vilmar Mariano tem raízes profundas nas discussões sobre a composição e gestão da secretaria da prefeitura. Inicialmente, havia uma expectativa generalizada de que mudanças no comando das massas seriam inovadoras até o final da primeira quinzena de outubro. No entanto, até ao momento, tais alterações ainda não se concretizaram. A última reforma no secretariado ocorreu em julho, quando sete novos titulares tomaram posse.

Um dos episódios que ilustram o impasse envolve a transferência do secretário de Articulação Política, o ex-deputado estadual Marlúcio Pereira, para a Secretaria de Habitação, decisão tomada por Mariano. Isso, por sua vez, implicaria em uma movimentação de cadeiras que afetaria diretamente o então titular da Secretaria de Habitação, Divino Ajax, que seria deslocado para a Articulação Metropolitana, entusiasmada por Carlinhos Moreira. O fato gerado pelas reações, especialmente do PP, responsável pela indicação do Divino Ajax, que expressou descontentamento com a possibilidade de mudanças.

Pereira, além disso, enfrentou desgastes com algumas lideranças na cidade, incluindo Gustavo Mendanha. Ele também foi apontado como responsável por divulgar um outdoor em homenagem ao Dia das Crianças com a imagem de Mariano, sem a devida autorização.

Outro elemento de destaque nas políticas propostas é a articulação de André Rosa, ex-secretário da Fazenda de Aparecida, para devolver a carga, uma entrega que não conta com o apoio de Mariano. Rosa, próximo de Mendanha, levanta questões importantes sobre a dinâmica das alianças e apoios políticos na cidade, uma vez que o apoio de Mendanha a uma eventual reeleição de Mariano em 2024 é considerado crucial. Mendanha, que foi reconduzido à prefeitura com uma votação expressiva em 2020, é uma das figuras políticas mais influentes em Aparecida.

No tocante a André Fortaleza, presidente da Câmara Municipal, sua relação com Mariano tem sido marcada por altos e baixos. O conflito mais recente girou em torno do repasse mensal que a prefeitura faz à Câmara. Em setembro, uma matéria publicada pelo jornal O POPULAR revelou que a Secretaria da Fazenda prejudica o valor do duodécimo, montante destinado ao pagamento das despesas da Casa Legislativa. O repasse caiu de R$ 3,6 milhões mensais para R$ 1,3 milhão, o que provocou um impasse que acabou nos tribunais. Fortaleza, por sua vez, é pré-candidato a prefeito de Aparecida, o que acrescenta complexidade às relações políticas na cidade.

O cenário político em Aparecida de Goiânia permanece fluido e sujeito a mudanças à medida que diferentes forças políticas negociam e se ajustam às situações em constante evolução. Enquanto o público observa com atenção, as políticas propostas continuam a moldar o destino da cidade e influenciam as decisões futuras de seus líderes.