Goiás amplia aposta em inteligência artificial com investimento de R$ 78 milhões no Ceia-UFG
Novo ciclo de investimentos prevê implantação de data center de alta performance, desenvolvimento de inteligência artificial avançada, formação de especialistas e aceleração de startups até 2031

O Governo de Goiás anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 78 milhões destinado à expansão das atividades do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia-UFG). O aporte integra uma estratégia estadual voltada ao fortalecimento da pesquisa científica, da inovação tecnológica e da economia baseada em conhecimento, com ações previstas até 2031.
Formalizado por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o convênio contempla projetos estruturantes voltados ao desenvolvimento de inteligência artificial de última geração, ampliação da infraestrutura computacional, formação de pesquisadores, incentivo ao empreendedorismo tecnológico e criação de soluções aplicadas para setores estratégicos da economia.
Uma das principais iniciativas será a implantação de um moderno data center de alto desempenho, que receberá investimentos de R$ 40 milhões. A estrutura ficará instalada no Parque Tecnológico da UFG e ampliará significativamente a capacidade de processamento computacional disponível para pesquisas científicas, desenvolvimento de algoritmos complexos, treinamento de modelos de inteligência artificial e execução de projetos em parceria com empresas e órgãos públicos.
O projeto também contempla a implantação de um laboratório especializado em veículos autônomos, fortalecendo pesquisas relacionadas à mobilidade inteligente, visão computacional, robótica e sistemas autônomos, áreas consideradas prioritárias no cenário internacional de inovação tecnológica.
Segundo o governo estadual, os investimentos fazem parte da política de consolidação de Goiás como um dos principais polos brasileiros de inteligência artificial. A iniciativa busca fortalecer a integração entre universidades, setor produtivo e administração pública, criando um ambiente favorável à geração de conhecimento, inovação e novos negócios.
Além da infraestrutura tecnológica, o programa prevê recursos para manter mais de 130 bolsistas simultaneamente entre pesquisadores, estudantes e desenvolvedores, ampliando a formação de profissionais altamente qualificados em inteligência artificial, ciência de dados, aprendizado de máquina e áreas correlatas.
Outro eixo estratégico envolve o estímulo ao empreendedorismo de base tecnológica. O convênio estabelece metas para acelerar até 40 startups especializadas em soluções inovadoras, integrando iniciativas como o Hub Goiás e o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial. A expectativa é ampliar a transferência de tecnologia produzida na universidade para o mercado, impulsionando empresas com alto potencial de crescimento.
Na área educacional, o programa inclui a capacitação de aproximadamente dois mil professores para atuação como multiplicadores em inteligência artificial, além da criação de uma plataforma nacional de ensino a distância com potencial para atender até dez mil estudantes. Também está prevista a realização da Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial Aplicada, iniciativa voltada ao estímulo da formação de novos talentos.
Os investimentos também priorizam o fortalecimento da cooperação científica internacional, a atração de pesquisadores, a ampliação das redes de pesquisa e o suporte à criação de novos núcleos de inteligência artificial em municípios goianos, descentralizando o acesso às tecnologias de ponta.
Criado em 2019, o Ceia-UFG tornou-se um dos maiores centros dedicados à pesquisa em inteligência artificial da América Latina. Ao longo dos últimos anos, a instituição ampliou sua atuação em projetos voltados ao agronegócio, saúde, educação, segurança pública, indústria, ciências da vida e transformação digital, acumulando centenas de pesquisadores envolvidos em iniciativas nacionais e internacionais.
Com o novo investimento, o governo pretende ampliar a capacidade científica instalada no estado, estimular o registro de novas propriedades intelectuais, fortalecer parcerias com empresas e consolidar um ecossistema de inovação capaz de transformar conhecimento acadêmico em soluções tecnológicas de alto impacto econômico e social.


