Furto de energia abastecia estufa de maconha em Anápolis; operação revela esquema clandestino e prende suspeito
Ação conjunta da Polícia Civil e da Equatorial Goiás identificou ligação irregular em imóvel usado para cultivo indoor de cannabis. Estrutura consumia grande quantidade de energia e colocava em risco a segurança da rede elétrica e da vizinhança.

Uma operação integrada entre a Polícia Civil de Goiás e equipes técnicas da Equatorial Goiás desmantelou um esquema de furto de energia elétrica em um imóvel utilizado para o cultivo clandestino de maconha, em Anápolis. A investigação revelou que a propriedade operava com uma ligação irregular destinada a alimentar equipamentos de alto consumo energético empregados na produção da droga.
A participação da concessionária ocorreu após solicitação da autoridade policial, que buscava apoio técnico para verificar a situação do fornecimento de energia no imóvel investigado. Durante a inspeção, foi constatado que a unidade consumidora estava oficialmente desativada desde abril de 2026, sem contrato ativo de fornecimento elétrico.
Apesar disso, os peritos identificaram um medidor instalado de forma clandestina, sem qualquer registro junto à distribuidora, evidenciando a prática de furto de energia elétrica. A conexão ilegal abastecia uma estrutura sofisticada voltada ao cultivo indoor de cannabis, equipada com estufa, aparelhos de ar-condicionado, sistemas de iluminação artificial, ventilação e outros dispositivos que demandam elevado consumo contínuo de eletricidade.
Segundo a Polícia Civil, o ocupante do imóvel foi preso durante a operação e deverá responder pelos crimes apurados na investigação, incluindo tráfico de drogas e furto de energia elétrica. O prejuízo financeiro causado à distribuidora ainda está sendo calculado por meio de perícia técnica.
Além dos impactos econômicos, especialistas alertam que ligações clandestinas comprometem a estabilidade do sistema elétrico, aumentam o risco de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos e podem provocar interrupções no fornecimento de energia para consumidores que utilizam o serviço de forma regular.
De acordo com a Equatorial Goiás, o furto de energia — popularmente conhecido como “gato” — é tipificado como crime pelo artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão, além de multa. A concessionária ressalta que fraudes dessa natureza prejudicam toda a coletividade, sobrecarregam a rede de distribuição e colocam em risco a segurança de moradores, trabalhadores e equipes de manutenção.
A empresa destaca ainda que o combate às ligações clandestinas depende da atuação integrada entre concessionária, forças de segurança e população. Informações sobre possíveis irregularidades podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da distribuidora, contribuindo para a identificação de fraudes e para a preservação da segurança do sistema elétrico.
Denúncias
Nas ações de combate ao furto de energia, a distribuidora destaca a importância da participação da sociedade. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio da Central de Atendimento, pelo telefone 0800 062 0196 ou por meio do site https://www.equatorialenergia.com.br


