12 de julho de 2024
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Forças policiais realizam operação contra um grupo suspeito de praticar estelionato, com movimentações que ultrapassam mais de R$ 2 bilhões.

Embora os itens apreendidos nesta quinta-feira (27) ainda não tenham sido analisados, o delegado Alves revelou que, durante a abordagem, foi encontrado um computador ainda em funcionamento, que supostamente era usado para disparar e-mails de spam.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Hidrolândia, deflagra a Operação Corujão. (Divulgação / Polícia Civil)

Nesta quinta-feira (27), a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagrou a operação ‘Corujão’ com o objetivo de combater o crime de estelionato. A organização criminosa sob investigação teria movimentado mais de R$ 2 bilhões em três anos.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão preventiva em Goiânia. A PC divulgou a identidade dos suspeitos na esperança de encontrar novas vítimas do grupo criminoso. O delegado Sérgio Henrique Alves, encarregado do caso, relatou que, em primeiro de julho, a dupla investigada teria utilizado uma nota de requisição falsa para obter R$ 27 mil em combustível de um posto da rede Korujão.

A polícia suspeita que o combustível roubado em Hidrolândia era vendido para um posto em Anápolis. Além dos golpes físicos, a dupla também realizava golpes virtuais, utilizando cartões e documentos falsos. De acordo com o delegado, a dupla presa nesta operação tem conexões com uma organização criminosa de alcance nacional, e há diversas vítimas que ainda não foram identificadas, pois o grupo atua desde 2001.

O modus operandi do grupo envolvia o envio de e-mails falsos para empresas e pessoas físicas, induzindo-as a acessar links que permitiam o sequestro de seus dados financeiros. Com essas informações, a organização conseguia realizar movimentações bancárias e até abrir novas contas utilizando os dados roubados. Acredita-se que a aparência autêntica das notas falsas utilizadas para obter combustível se deve ao fato de a dupla ter acessado dados da transportadora que tinha relações comerciais com a rede Korujão.

Aqui estão algumas imagens de itens confiscados durante a operação realizada nesta manhã. (Divulgação / Polícia Civil)

Até o momento, não se tem conhecimento sobre a dimensão da organização criminosa ou o número de vítimas afetadas ao longo desses 22 anos de atividade. A investigação está em curso para esclarecer todos os detalhes sobre o alcance das ações desse grupo.

Na foto, à esquerda, encontra-se Lucas Rodrigues, e à direita, Fábio Lopes, um ex-empresário do setor de comunicação. O delegado divulgou a identidade dos suspeitos com o propósito de localizar outras vítimas envolvidas com a organização criminosa. (Divulgação / Polícia Civil)