22 de julho de 2024
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Homem se autoproclamava como pai de santo faleceu após ser atingido por tiros durante uma transmissão ao vivo pela internet.

O ocorrido ocorreu durante uma ação policial para capturar o suspeito, que estava sendo procurado pelas autoridades.

No município de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia, um homem conhecido como ‘Pai Itamar de Ogum’, que se apresentava como pai de santo, foi morto a tiros durante uma transmissão ao vivo na internet. Ele estava interagindo com seus seguidores em uma rede social, na tarde de terça-feira (1º), quando, de repente, a tela do vídeo ficou preta e foram ouvidos vários disparos de arma de fogo.

O incidente chocou os espectadores que acompanhavam a transmissão em tempo real. As circunstâncias e os motivos por trás deste trágico episódio estão sendo investigados pelas autoridades competentes para esclarecer o caso. A comunidade espiritual à qual ‘Pai Itamar de Ogum’ pertencia está em luto, e muitos expressam pesar pela perda desse homem durante a transmissão ao vivo. A violência é sempre lamentável, e casos como esse são um triste lembrete dos desafios que a sociedade enfrenta na busca por um convívio pacífico e seguro. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis e trazer justiça ao ocorrido.

Após os disparos durante a transmissão ao vivo na internet, uma mulher gritou desesperadamente “mataram o Itamar”, mas a pessoa responsável pelos tiros não foi capturada pelas imagens do vídeo. Infelizmente, a vítima foi atingida por três tiros e, embora tenha sido levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações, a Polícia Militar identificou o suspeito do crime como Gabriel Reis da Silva. Testemunhas relataram que o homem estava armado e declarava sua intenção de matar Itamar devido a uma desavença, que, supostamente, teria sido provocada por um vídeo onde o “pai de santo” o ameaçava.

Logo após o crime, as autoridades localizaram Gabriel em uma área de mata próxima ao parque industrial da cidade. Houve um confronto entre o suspeito e os policiais, resultando na morte de Gabriel.

Segundo o Major Guilherme Gonzaga, Gabriel estava com testemunhas próximas a um rio, e ele reiteradamente afirmava sua intenção de matar seu desafeto, referindo-se a Itamar. Ainda não se sabe se a arma encontrada com ele foi a mesma usada no homicídio ou se outras pessoas o ajudaram no crime.

O caso permanece sob investigação pela Polícia Civil para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do trágico evento. A comunidade lamenta a perda de Itamar e aguarda o desfecho das investigações para trazer justiça e entender a motivação por trás dessa terrível tragédia.

O indivíduo que faleceu no confronto era natural do Tocantins e seu nome verdadeiro era Erasmo Carlos Reis da Silva.

Em uma nota enviada à imprensa,

O presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de Goiás (Fuceg), Salmo Vieira, esclareceu que Itamar não possuía filiação com nenhuma federação em Goiás ou em outros estados. Ele afirmou que a Fuceg não reconhece sacerdotes ou sacerdotisas que se autodeclaram sem seguir os procedimentos tradicionais e formais da religião afro-brasileira.

Na Fuceg, há um processo de formalidades e procedimentos específicos, seguindo os costumes tradicionais das Matrizes Africanas de Terreiro do Estado de Goiás, tudo isso com o objetivo de manter a ordem e a tradição das práticas religiosas afro-religiosas na região.

Essas informações são importantes para esclarecer o contexto religioso em que Itamar atuava, deixando claro que suas ações não estavam vinculadas a nenhuma federação oficialmente reconhecida, mas sim seguindo suas próprias crenças e práticas. A Fuceg reforça a importância de respeitar os rituais e tradições das religiões de matriz africana, com o intuito de preservar e proteger essa cultura espiritual de maneira autêntica e de acordo com suas diretrizes tradicionais.