Descarte irregular transforma áreas de Goiânia em pontos críticos de sujeira e risco à saúde
Moradores dos setores Serrinha e Pedro Ludovico denunciam reincidência do problema mesmo após ações de limpeza; acúmulo de resíduos preocupa pela proliferação de doenças e degradação urbana

O descarte irregular de lixo continua sendo um desafio recorrente em diferentes regiões de Goiânia. Moradores dos setores Serrinha e Pedro Ludovico voltaram a denunciar o acúmulo de resíduos em vias públicas, situação que tem provocado transtornos, comprometido a paisagem urbana e aumentado a preocupação com riscos sanitários.
Na Avenida Serrinha, no Setor Serrinha, montes de lixo doméstico, móveis inutilizados, sofás, entulhos e outros materiais ocupam parte das calçadas e áreas próximas à via. Além do impacto visual, o mau cheiro tem sido uma das principais reclamações de quem vive ou circula pela região.
O cenário se repete em pontos do Setor Pedro Ludovico, especialmente na Avenida Piratininga e na Alameda Luiz Couto. Moradores relatam que o problema persiste há anos e que, mesmo após operações de limpeza realizadas pelo poder público, novas irregularidades surgem em curto espaço de tempo.
A situação também permanece preocupante na Marginal Cascavel, um dos locais mais conhecidos por registros frequentes de descarte clandestino. Pneus, resíduos domiciliares e restos de materiais de construção continuam sendo encontrados ao longo da via. Em alguns trechos, como áreas próximas à ponte da Avenida T-63, o lixo chegou a ser removido, mas o descarte voltou a ocorrer pouco tempo depois.
Especialistas em gestão urbana alertam que o descarte irregular vai além da questão estética. O acúmulo de resíduos favorece a proliferação de insetos, roedores e outros vetores de doenças, além de contribuir para o entupimento de galerias pluviais, agravando riscos de alagamentos durante períodos chuvosos.
Segundo o gerente operacional do Consórcio Limpa Gyn, Yuri Guimarães, os pontos denunciados fazem parte de uma lista de áreas monitoradas devido à reincidência das ocorrências. Ele reforça que a população dispõe de alternativas gratuitas para o descarte correto de materiais volumosos, evitando que resíduos sejam abandonados em locais inadequados.
Entre os serviços disponíveis está o programa Cata-Treco, destinado ao recolhimento de móveis usados, eletrodomésticos inservíveis e outros objetos de grande porte. O agendamento pode ser realizado pelos canais oficiais do Consórcio Limpa Gyn, com atendimento programado em até 48 horas.
A persistência do problema evidencia que, além da fiscalização e da limpeza periódica, o combate ao descarte irregular depende de conscientização coletiva e do uso adequado dos serviços públicos disponibilizados para destinação correta dos resíduos.
As solicitações para o recolhimento de móveis e eletrodomésticos velhos podem ser feitas pelo telefone (62) 3093-9223 ou pelo site consorciolimpagyn.com.br. Segundo o consórcio, o prazo entre o agendamento e a realização do serviço é de até 48 horas.
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