A rede municipal de saúde de Goiânia recebeu 11 novas ambulâncias destinadas ao transporte eletivo de pacientes. Os veículos serão utilizados no deslocamento de pessoas entre residências, hospitais, unidades de saúde e locais onde são realizados exames e tratamentos. A Prefeitura de Goiânia prevê que a ampliação da frota ajude a reduzir o tempo de espera e melhore a organização do serviço.

A entrega ocorreu nesta quarta-feira, conforme informações divulgadas pela administração municipal. Outras três ambulâncias deverão ser incorporadas à frota nos próximos dias, elevando para 14 o total de veículos previstos nesta etapa de ampliação.

Um dos públicos que devem receber atenção especial é o de pacientes que fazem hemodiálise. Segundo o prefeito Sandro Mabel, a estrutura permitirá buscar em casa pessoas acamadas que precisam comparecer ao tratamento três vezes por semana.

A iniciativa busca atender uma necessidade recorrente do sistema público de saúde: garantir o deslocamento de pacientes que dependem de acompanhamento frequente e, em muitos casos, não têm condições de utilizar meios convencionais de transporte.

Pacientes de hemodiálise estão entre os principais beneficiados

O transporte para sessões de hemodiálise exige uma organização específica porque o tratamento é realizado regularmente e não pode ser interrompido sem avaliação médica. Para pacientes com limitações de mobilidade, a dificuldade de deslocamento pode representar um obstáculo adicional à continuidade da assistência.

A proposta da prefeitura é utilizar parte da nova frota para buscar pacientes acamados em suas residências e levá-los aos locais de tratamento. Conforme a declaração do prefeito, esses deslocamentos poderão ocorrer três vezes por semana, de acordo com a necessidade dos pacientes atendidos pelo serviço.

Além das pessoas que fazem hemodiálise, as ambulâncias serão destinadas ao transporte eletivo de outros pacientes que precisam se deslocar entre unidades de saúde, hospitais e locais de exames.

Esse tipo de transporte é diferente do atendimento de urgência e emergência. Enquanto o Samu atua em ocorrências que exigem resposta rápida e assistência pré-hospitalar, o transporte eletivo atende deslocamentos programados, conforme a necessidade assistencial do paciente.

A separação dessas demandas permite organizar os serviços de acordo com suas finalidades e evitar que veículos destinados a atendimentos programados sejam confundidos com recursos de emergência.

Prefeitura prevê centralizar distribuição dos veículos

Outra mudança anunciada pela administração municipal envolve a forma de distribuição das ambulâncias. A intenção é deixar de manter os veículos vinculados exclusivamente a determinados distritos sanitários e adotar um sistema centralizado de gerenciamento.

Nesse modelo, a prefeitura pretende encaminhar a ambulância disponível mais próxima do local de atendimento, conforme a demanda. A estratégia busca aproveitar melhor a frota e evitar que veículos permaneçam concentrados em regiões enquanto outras enfrentam maior necessidade de transporte.

A eficiência desse sistema dependerá de fatores como controle da disponibilidade dos veículos, planejamento dos deslocamentos, organização das escalas e acompanhamento das solicitações.

O prefeito também informou que a gestão municipal pretende reforçar os plantões e manter atendimento pediátrico durante 24 horas, todos os dias da semana. A medida foi apresentada como parte das ações para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal.

Ambulâncias serão alugadas por cerca de R$ 7 mil mensais

Os novos veículos serão disponibilizados por meio de contrato de locação. De acordo com Sandro Mabel, o custo informado é de aproximadamente R$ 7 mil por mês para cada ambulância.

Segundo o prefeito, o valor inclui manutenção e substituição periódica dos veículos, conforme a quilometragem. Esse modelo transfere para a empresa contratada responsabilidades relacionadas à conservação e à renovação da frota, conforme as condições estabelecidas no contrato.

A locação também permite que a administração municipal utilize os veículos sem precisar realizar a aquisição direta de cada unidade. Entretanto, para avaliar o custo-benefício da contratação, seria necessário conhecer o valor global do contrato, sua duração, as obrigações da empresa e os critérios de substituição dos automóveis.

Mabel afirmou ainda que a utilização de ambulâncias próprias para deslocamentos de menor complexidade ajuda a preservar os veículos do Samu para ocorrências mais graves. A justificativa é que as unidades de emergência possuem custo operacional mais elevado e precisam permanecer disponíveis para situações que exigem atendimento especializado.

Goiânia também anuncia novas UPAs e UBSs

A ampliação do transporte de pacientes integra um conjunto de investimentos anunciados pela prefeitura para a rede municipal de saúde.

Entre os projetos apresentados estão a construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) entre este ano e o próximo, além de uma unidade no Jardim Guanabara.

A administração municipal também prevê implantar 32 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo as informações divulgadas, três dessas unidades já foram entregues recentemente.

As novas UBSs deverão utilizar estruturas pré-fabricadas, modelo que permite reduzir etapas da construção convencional. A estimativa apresentada pela prefeitura é que cada unidade fique pronta em até oito meses.

As UPAs e as UBSs exercem funções diferentes na rede pública. As Unidades Básicas de Saúde são voltadas principalmente à atenção primária, com consultas, acompanhamento de pacientes, vacinação e ações preventivas. Já as UPAs atendem casos de urgência e emergência de complexidade intermediária, funcionando como parte da rede de atendimento que também envolve hospitais e o Samu.

Ampliação depende da execução das medidas anunciadas

A chegada das 11 ambulâncias representa uma etapa já realizada do reforço no transporte de pacientes. A incorporação das outras três unidades, a reorganização da frota e a ampliação das escalas ainda precisam ser acompanhadas para que seja possível avaliar os resultados da mudança.

O impacto do novo modelo dependerá da capacidade de atender às solicitações dentro dos prazos necessários, especialmente nos deslocamentos frequentes de pacientes que dependem de tratamentos contínuos.

Na infraestrutura, a efetividade do planejamento também estará relacionada à execução das obras anunciadas para UPAs e UBSs, à disponibilidade de equipes e ao funcionamento das unidades depois da entrega.

Com a ampliação do transporte eletivo e os projetos de expansão da rede física, a Prefeitura de Goiânia pretende fortalecer diferentes etapas da assistência municipal. O resultado dessas iniciativas deverá ser medido pela melhoria concreta no acesso aos serviços, pela redução das dificuldades de deslocamento e pela capacidade de atendimento oferecida à população.

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