Gerente financeiro é preso suspeito de gastar mais de R$ 65 mil de empresa em despesas pessoais, em Goiás

Segundo a Polícia Civil, funcionário de empresa agrícola de Itumbiara utilizou cartão corporativo em bares, hotéis, postos, supermercados e outros estabelecimentos; investigação aponta transações realizadas durante cerca de dez meses
Funcionário foi preso suspeito de gastar R$ 65 mil em cartão corporativo, em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um gerente financeiro de uma empresa do ramo agrícola foi preso em Itumbiara, no sul de Goiás, suspeito de utilizar o cartão corporativo da companhia para pagar despesas pessoais que, segundo a Polícia Civil, totalizaram R$ 65.098,43. A prisão ocorreu na segunda-feira (24), após investigação conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri).

De acordo com a apuração policial, o funcionário trabalhava na empresa havia pouco mais de um ano e teria começado a utilizar o cartão corporativo para gastos pessoais em outubro de 2025. A primeira transação identificada pelos investigadores ocorreu no dia 10 daquele mês, em um bar e restaurante, no valor de R$ 239.

A investigação aponta que o uso do cartão teria se repetido ao longo dos meses, com despesas registradas em diferentes tipos de estabelecimentos. Entre os locais estão bares e restaurantes, postos de combustíveis, distribuidoras de bebidas, hotéis dentro e fora de Itumbiara, supermercados e adegas.

Segundo a Polícia Civil, a soma das operações identificadas chegou a R$ 65.098,43. A movimentação teria continuado até o domingo (23), véspera da prisão, quando foi registrada uma última compra no valor de R$ 50 em um posto de combustíveis.

Investigação e prisão

Após o caso chegar ao conhecimento das autoridades, policiais do Gepatri iniciaram diligências para localizar o funcionário e esclarecer a utilização dos recursos da empresa.

Segundo o delegado Irineu Pesarini, responsável pela investigação, o suspeito foi localizado e, durante a apuração, confessou ter utilizado o cartão corporativo para despesas pessoais.

A confissão, contudo, integra os elementos colhidos na investigação e não significa, por si só, condenação criminal. A eventual responsabilidade do investigado será analisada pelas autoridades competentes no decorrer do processo, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

A Polícia Civil informou que o caso é tratado, em tese, como apropriação indébita majorada. O enquadramento jurídico poderá ser analisado e eventualmente modificado conforme o avanço da investigação e das decisões judiciais.

Gastos ocorreram em diferentes estabelecimentos

A variedade dos locais onde as transações foram realizadas chamou a atenção dos investigadores. Conforme a apuração, o cartão destinado às despesas da empresa teria sido utilizado não apenas em estabelecimentos de alimentação, mas também para gastos relacionados a hospedagem, combustível, bebidas e compras em supermercados.

As transações registradas ao longo do período investigado são utilizadas pela Polícia Civil para dimensionar o valor supostamente desviado e estabelecer a sequência de utilização do cartão corporativo.

A investigação considera como período identificado até o momento aquele iniciado em outubro de 2025 e encerrado com a última transação apontada pela polícia em 23 de agosto de 2026.

Situação após a prisão

Depois da prisão, o investigado passou por audiência de custódia. Segundo o delegado responsável pelo caso, foi estabelecida uma fiança para que ele pudesse ser colocado em liberdade.

A Polícia Civil informou, entretanto, que não havia confirmação sobre o pagamento da fiança até a atualização das informações divulgadas sobre o caso.

Como o nome do investigado não foi divulgado oficialmente, não foi possível localizar manifestação de sua defesa.

A investigação deverá considerar os registros das operações realizadas com o cartão corporativo e os demais elementos reunidos pelos policiais para esclarecer a extensão dos fatos. Até eventual decisão judicial definitiva, o funcionário deve ser tratado como investigado, e não como condenado.

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Marcus

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