GoiâniaPrev contrata inteligência artificial para analisar documentos
Instituto terá quatro licenças do Claude Pro e quatro do Gemini Pro por 12 meses; contratos preveem uso corporativo, suporte técnico e regras para proteção das informações

O Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GoiâniaPrev) passou a contar com duas plataformas de inteligência artificial generativa para apoiar atividades administrativas e técnicas da autarquia. Os contratos têm duração de 12 meses e contemplam quatro licenças do Claude Pro, da Anthropic, e quatro do Gemini Pro, do Google.
A contratação foi formalizada por meio de dois instrumentos administrativos e teve seus responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização designados por portaria publicada no Diário Oficial do Município. Os acordos foram firmados com as empresas Evolvetec Serviços e Novatec Eletrônicos & Informática.
A previsão é de que as ferramentas sejam utilizadas principalmente em atividades que envolvem análise, organização e síntese de documentos, especialmente diante do volume de informações produzido no âmbito da gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município.
O que foi contratado
Pelo acordo firmado com a Evolvetec Serviços, estão previstas quatro licenças do Claude Pro pelo período de um ano, ao custo informado de R$ 4.985,76.
Já o contrato com a Novatec Eletrônicos & Informática contempla quatro licenças do Gemini Pro, também por 12 meses, pelo valor informado de R$ 4.785,76.
A soma desses dois valores, conforme os números apresentados, corresponde a R$ 9.771,52. O valor total de R$ 9.971,52 mencionado no texto-base não coincide com a soma dos contratos individualizados e, por isso, precisa ser conferido no documento oficial antes de ser publicado como valor definitivo da contratação.
As licenças serão destinadas ao uso institucional, com gerenciamento centralizado dos usuários e recursos voltados ao ambiente corporativo.
Ferramentas serão usadas no trabalho técnico
A adoção das plataformas está relacionada à necessidade de lidar com grandes quantidades de informações e documentos produzidos pela administração previdenciária.
Ferramentas de inteligência artificial generativa podem auxiliar servidores em tarefas como organização de conteúdos, elaboração de sínteses, comparação de informações e identificação de elementos em documentos. No entanto, a contratação descrita não significa que decisões administrativas ou previdenciárias serão automaticamente tomadas pelas ferramentas.
O uso institucional dessas tecnologias ocorre como apoio às atividades desempenhadas pelos servidores e setores técnicos responsáveis pelos procedimentos da autarquia.
No caso do GoiâniaPrev, a aplicação está vinculada especialmente às demandas relacionadas à gestão do regime próprio de previdência dos servidores municipais.
Modelo funciona por assinatura na nuvem
Os contratos foram estruturados no modelo Software as a Service (SaaS), formato em que o usuário acessa o sistema pela internet e utiliza uma plataforma hospedada em infraestrutura de nuvem.
Nesse modelo, não é necessário instalar localmente toda a estrutura do software em cada computador. O acesso ocorre por meio das licenças contratadas, enquanto atualizações e parte da infraestrutura tecnológica ficam sob responsabilidade do fornecedor.
Os contratos também preveem suporte técnico e atualizações durante o período de vigência.
Contratos estabelecem regras para os dados
Um dos pontos relevantes da contratação envolve o tratamento das informações inseridas pelos servidores nas plataformas.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, os instrumentos firmados incluem cláusulas relacionadas à proteção de dados e estabelecem que as informações inseridas pelos usuários não sejam utilizadas para treinamento de modelos abertos.
A previsão é especialmente relevante para um órgão previdenciário, que trabalha com documentos administrativos e informações relacionadas aos servidores municipais. O uso das ferramentas, portanto, está condicionado às regras estabelecidas nos contratos e aos procedimentos internos aplicáveis ao tratamento dessas informações.
A existência de cláusulas contratuais, porém, não elimina a necessidade de observância das normas de segurança da informação, proteção de dados e controle de acesso por parte dos usuários.
Fiscalização dos contratos
A administração municipal também designou servidores para acompanhar e fiscalizar os contratos. Essa etapa é responsável por verificar a execução dos serviços contratados e o cumprimento das condições estabelecidas nos instrumentos administrativos.
A fiscalização contratual é uma etapa importante em contratações públicas, especialmente quando envolvem serviços tecnológicos e acesso institucional a plataformas digitais.
A utilização das ferramentas de inteligência artificial pelo GoiâniaPrev passa, portanto, a integrar a estrutura tecnológica da autarquia durante o período de vigência dos contratos, com foco declarado no apoio à análise de documentos e ao processamento de grandes volumes de informação.
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