21 de maio de 2026
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Briga entre líderes de policiais penais termina em agressão dentro do Palácio do Governo de Goiás

Conflito envolvendo dirigentes classistas ocorreu antes de reunião com o vice-governador Daniel Vilela e terminou com registros policiais e versões divergentes sobre as agressões
Em vídeo, Maxsuell Miranda diz que agiu para conter agressão de Adalto Nunes a diretores de sindicato (Arquivo pessoal/Maxsuell Miranda e reprodução)

Uma confusão envolvendo representantes de entidades ligadas à Polícia Penal de Goiás terminou em agressão física dentro do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede do governo estadual, em Goiânia. O episódio ocorreu na tarde de quarta-feira e envolveu o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás (Sinsep), Maxsuell Miranda das Neves, e o presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás (Asppego), Adalto Nunes.

Segundo informações confirmadas pela assessoria do governo estadual, os dirigentes aguardavam uma reunião com o vice-governador Daniel Vilela quando ocorreu o confronto no nono andar do edifício. O grupo aguardava autorização para acesso ao décimo andar, onde aconteceria o encontro institucional.

Em nota, o governo informou que os envolvidos não fazem parte da equipe de segurança do Centro Administrativo e destacou que o episódio não possui relação com a administração estadual ou com o funcionamento interno do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

O presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás, Adalto Nunes, afirmou que foi pressionado a assinar um documento sem leitura prévia e que, ao deixar a sala de espera, teria sido agredido fisicamente por integrantes ligados ao sindicato. Segundo ele, participaram das agressões Wellington Pereira Matias, Bruno Morais e Maxsuell Miranda. Nunes informou ainda que registrou boletim de ocorrência junto às autoridades policiais.

Já o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás, Maxsuell Miranda das Neves, apresentou versão diferente dos fatos. Em vídeo encaminhado à imprensa, ele afirmou ter agido em “legítima defesa de terceiro” após o vice-presidente do sindicato, Wellington Pereira Matias, ser supostamente agredido por Adalto Nunes.

Segundo Maxsuell, o dirigente sindical teria sofrido uma cabeçada e agressões físicas no peito e no rosto. Ele ressaltou ainda que Matias teria deixado recentemente uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que teria agravado a tensão no local.

Na manhã seguinte ao episódio, Maxsuell informou que também procurou a Polícia Civil de Goiás para registrar ocorrência contra o presidente da associação.

O caso amplia o desgaste interno entre entidades representativas da Polícia Penal goiana, setor que nos últimos anos vem acumulando disputas relacionadas à representação institucional, pautas salariais e articulações políticas junto ao governo estadual. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre abertura de procedimento administrativo interno ou investigação específica sobre o episódio ocorrido dentro da sede do Executivo estadual.

Nota do governo de Goiás

O Governo de Goiás informa que o desentendimento ocorrido no fim da tarde desta quarta-feira (20/5) aconteceu antes de uma reunião de trabalho entre dois representantes sindicais que estavam no 9° andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Nenhum dos envolvidos atua no Centro Administrativo.

A discussão foi motivada por uma rixa antiga entre os dois e, infelizmente, evoluiu para confronto físico. Os seguranças do Palácio encerraram o desentendimento e prestaram assistência aos envolvidos.

O Estado ressalta ainda que os dois sindicalistas não integram o corpo de segurança do Centro Administrativo, não havendo qualquer relação dos fatos com a administração estadual.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Nota de Adalto Nunes

Ontem, 20 de maio, fui agredido dentro do Palácio Pedro Ludovico por quatro diretores do SINSEP-GO, momentos antes de uma reunião com o Governador.

O convite era claro: cada entidade poderia levar apenas um representante, sem acompanhantes.

Mesmo assim, ao chegar à sala de espera do 9º andar, encontrei quatro diretores do SINSEP aguardando no mesmo local.

O Wellington Pereira Matias afirmou que eu estava “na mira de tiro” do grupo, em razão da criação do SINGOPOL. Na sequência, passou a me pressionar para assinar um documento que eu não havia lido e que constava uma suposta dívida de R$ 1.000.000,00 com a ASPPEGO. Me recusei, porque estava prestes a entrar na reunião e desconhecia o teor do documento.

Ao sair da sala, fui seguido pelo Wellington, que me desferiu um soco no abdômen. O Bruno Morais me empurrou. E então o Maxsuell Miranda me acertou um soco pelas costas, o que me fez cair ao chão e sofreu hematomas no rosto.

Tudo está registrado no Boletim de Ocorrência nº 47297893.

Isso não é episódio isolado. Desde que denunciei irregularidades no processo de promoção em que o próprio Diretor-Geral Josimar concorreu à vaga e a prova envolvia documentos escritos por ele mesmo passei a sofrer retaliações sistemáticas: cancelamento retroativo da minha progressão, exclusão da lista de promoção, lançamento indevido de licença política que nunca solicitei e corte integral do meu subsídio durante licença classista.

A ilegalidade da licença já foi reconhecida pelo TJGO no Agravo de Instrumento nº 5759599-12.2025.8.09.0138. E no processo nº 5284531-57.2026.8.09.0051, a Justiça determinou o restabelecimento do meu salário em 48 horas ordem que foi ignorada. Uma segunda decisão, exigindo comprovação do pagamento em 24 horas, também foi descumprida.

O Maxsuell, que ontem me agrediu pelas costas, está há 10 meses em situação de abandono de cargo: sem licença, sem trabalhar, recebendo normalmente do Estado tudo acobertado pelo Diretor-Geral.

A fundação do SINGOPOL contrariou interesses do SINSEP, entidade genérica que reúne várias categorias e tem o Maxsuell como presidente.

Como não havia meio legal de impedir a criação do nosso sindicato exclusivo, partiram para pressão, ameaças e, ontem, para a violência física dentro do próprio Palácio do Governo.

Para mim, foi uma emboscada planejada.

Os fatos estão documentados: boletim de ocorrência, ações judiciais e decisões do Tribunal de Justiça de Goiás

Adalto Nunes Presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás (Asppego)

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Marcus

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