Adolescente embriagado atropela casal e homem morre oito dias depois, em Goiânia
Fábio Alves Barbosa morreu nesta terça-feira (25), nove dias depois da colisão no Setor Campinas; esposa dele, Neifa Freitas de Farias Alves, morreu em 20 de agosto

O grave acidente registrado no Setor Campinas, em Goiânia, no dia 16 de agosto, terminou com a morte do casal que estava em uma motocicleta atingida por uma caminhonete. Fábio Alves Barbosa, de 50 anos, morreu nesta terça-feira (25), após permanecer internado no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A esposa dele, Neifa Freitas de Farias Alves, também de 50 anos, morreu cinco dias antes, em 20 de agosto.
A morte de Fábio foi confirmada pelo Hugol. Segundo a unidade de saúde, ele não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão, apesar do atendimento médico. Durante a internação, o paciente chegou a entrar em protocolo para investigação e confirmação de possível morte encefálica.
Com a confirmação da morte de Fábio, o acidente passa a ter duas vítimas fatais.
Batida aconteceu no cruzamento das avenidas Perimetral e Independência
A colisão ocorreu na manhã de 16 de agosto, no cruzamento das avenidas Perimetral e Independência, no Setor Campinas.
Fábio conduzia a motocicleta e levava Neifa para o trabalho quando os dois foram atingidos por uma caminhonete conduzida por um adolescente de 17 anos.
Conforme as informações registradas sobre a ocorrência, o teste do etilômetro realizado após o acidente apontou 0,52 miligrama de álcool por litro de ar expelido.
Também foi informado que o adolescente teria avançado o sinal vermelho. A dinâmica do acidente, contudo, deve ser considerada a partir do conjunto de elementos reunidos pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Após a colisão, a caminhonete ficou sobre a motocicleta. Testemunhas relataram que o condutor tentou movimentar o veículo em marcha a ré, mas não conseguiu retirar o automóvel da posição em que ficou após o impacto.
Populares permaneceram no local até a chegada das equipes responsáveis pelo atendimento da ocorrência.
Neifa morreu quatro dias após o acidente
A primeira vítima fatal foi Neifa Freitas de Farias Alves. Ela permaneceu internada em estado grave após o acidente, mas morreu em 20 de agosto, quatro dias depois da colisão.
Fábio continuou hospitalizado no Hugol durante os dias seguintes. O quadro clínico evoluiu de forma grave e, conforme informado pelo hospital, ele chegou a ser submetido ao protocolo utilizado para investigação de morte encefálica.
A confirmação da morte ocorreu nesta terça-feira, 25 de agosto.
A sequência dos acontecimentos evidencia a gravidade da colisão: o casal estava em deslocamento quando a motocicleta foi atingida e ambos precisaram ser encaminhados para atendimento hospitalar. Apesar dos esforços das equipes médicas, nenhum dos dois sobreviveu aos ferimentos.
Resultado do bafômetro integra apuração
O resultado de 0,52 mg/L de álcool por litro de ar expelido registrado no teste realizado no local é um dos elementos relacionados à ocorrência.
A presença de álcool na condução de veículos é um fator de risco para a segurança viária porque pode comprometer percepção, reflexos e capacidade de tomada de decisão. Em uma investigação de acidente com vítimas fatais, entretanto, a eventual responsabilidade criminal depende da análise de todos os elementos disponíveis e das conclusões das autoridades competentes.
Da mesma forma, informações como o avanço do sinal e a dinâmica da colisão precisam ser consideradas dentro da apuração oficial, sem antecipação de culpa.
Acidente deixa impacto para familiares e reforça alerta no trânsito
A morte de Fábio, nove dias depois do acidente, encerra uma sequência de internações que começou com a colisão no cruzamento das avenidas Perimetral e Independência. A morte de Neifa, registrada em 20 de agosto, já havia transformado o caso em uma ocorrência com vítima fatal.
Agora, com a morte do motociclista, o acidente passa a registrar duas mortes.
Além das consequências para as famílias, o caso volta a chamar atenção para os riscos associados à combinação entre álcool e direção e para a necessidade de respeito à sinalização de trânsito.
A apuração das circunstâncias do acidente deverá considerar os registros da ocorrência, o teste de alcoolemia e os demais elementos técnicos disponíveis para esclarecer a dinâmica da colisão e as responsabilidades previstas na legislação.
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