Dono de loja e funcionário são presos em operação contra receptação de peças, em Goiânia
Polícia Civil investiga esquema envolvendo componentes de caminhonetes roubadas e furtadas em Minas Gerais e São Paulo; sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos

O proprietário de uma loja na Vila Canaã, em Goiânia, e um funcionário do estabelecimento foram presos nesta terça-feira (18) durante uma operação da Polícia Civil que investiga um possível esquema de receptação de peças provenientes de caminhonetes roubadas e furtadas. Além das prisões, os investigadores cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à apuração.
A investigação, segundo a Polícia Civil, começou em setembro do ano passado, depois que quatro homens foram presos transportando peças pertencentes a um veículo que havia sido furtado. A partir desse episódio, os investigadores passaram a rastrear a origem e a circulação dos componentes e identificaram outros pontos que, conforme a apuração, estariam relacionados ao comércio das peças.
Investigação chegou a galpões e transportadora
Durante o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou dois galpões e uma transportadora que, de acordo com a investigação, eram utilizados pelo grupo.
Os levantamentos também apontaram que as caminhonetes das quais eram retiradas as peças tinham sido roubadas ou furtadas nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A suspeita investigada é de que os componentes desses veículos posteriormente entravam em uma cadeia de comercialização.
Segundo a delegada Rafaela Azzi, responsável pela investigação, um dos envolvidos teria adquirido as peças mesmo tendo conhecimento da procedência criminosa dos veículos. Essa circunstância, contudo, integra o conjunto de fatos que ainda serão analisados no decorrer da investigação e do eventual processo judicial.
A apuração também deverá alcançar pessoas suspeitas de participação direta nos roubos e furtos das caminhonetes. A Polícia Civil informou que esses envolvidos ainda serão investigados.
Sete mandados foram cumpridos
A operação desta terça-feira incluiu sete mandados de busca e apreensão, além das duas prisões. As medidas têm como objetivo reunir elementos que possam esclarecer a participação de cada investigado e a extensão da atividade investigada.
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, os presos poderão responder por receptação, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo.
A receptação está relacionada à aquisição, recebimento ou comercialização de bens de origem criminosa, enquanto a adulteração de sinal identificador envolve modificações destinadas a dificultar a identificação ou rastreamento de um veículo ou de seus componentes. Já a associação criminosa depende da comprovação dos requisitos previstos na legislação penal e da participação dos envolvidos no grupo investigado.
Investigação continua
Apesar das prisões e das medidas judiciais realizadas nesta etapa, a investigação ainda não representa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos. Os fatos deverão ser analisados pelas autoridades competentes e, se houver denúncia, submetidos ao devido processo legal.
A Polícia Civil também deverá aprofundar a apuração sobre a origem das caminhonetes, a circulação das peças e a eventual participação de outras pessoas no esquema.
Até o momento da divulgação das informações utilizadas nesta reportagem, as defesas dos dois presos não haviam sido localizadas para apresentar manifestação sobre o caso. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
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