12 de julho de 2024
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A partir de 2024, a vacina contra a poliomielite será exclusivamente por via injetável.

O imunizante, que se tornou conhecido nacionalmente pelo método de administração em gotinhas, será modificado para ser aplicado exclusivamente na forma injetável.
A partir de 2024, a vacina contra a poliomielite será alterada para a forma injetável (Foto: SES)

A partir do ano de 2024, a vacina contra a poliomielite passará por uma atualização importante no Brasil. O imunizante, que se tornou conhecido nacionalmente pelo método de administração em gotinhas, será modificado para ser aplicado exclusivamente na forma injetável. Essa mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde (MS) e está sendo preparada em Goiás pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A decisão de substituir a forma de aplicação da vacina se baseia em pesquisas que apontam uma maior eficiência do imunizante injetável em comparação com o método de gotinhas utilizado anteriormente.

Joice Dorneles, gerente de imunização da SES, explicou o motivo por trás da transição: “A partir do momento que você faz a gotinha, o poliovírus vacinal é eliminado também no ambiente. diminui esse risco.”

A mudança será gradual, à medida que os estoques de vacinas em gotas forem usados. O Ministério da Saúde disponibilizará as vacinas injetáveis, e o Estado de Goiás as distribuirá para as salas de vacinação de forma gradual, garantindo uma transição tranquila.

A vacina injetável contra a poliomielite já foi aplicada nas três primeiras doses do esquema vacinal, administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Agora, a vacina injetável também será utilizada na dose de reforço, que é aplicada aos 15 meses de idade, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Com essa alteração, a quinta dose da vacina, que era aplicada aos 4 anos de idade, deixará de existir.

Em relação à cobertura vacinal, nos últimos anos, o estado de Goiás tem enfrentado uma queda significativa, atingindo uma taxa de 73,70%. Esse número é considerado baixo em comparação com a meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A manutenção de altas taxas de cobertura vacinal é fundamental para evitar o retorno da poliomielite em Goiás e no Brasil, uma vez que a doença está atualmente erradicada.

A SES faz um apelo aos pais e responsáveis, enfatizando a importância de levar as crianças para se vacinarem, a fim de garantir que o estado e o país permaneçam livres da poliomielite.

Campanha atual é para crianças de 1 a 4 anos: todas devem tomar uma dose extra da vacina da “gotinha” contra a pólio Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil