O empate por 2 a 2 entre Vila Nova e Juventude, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, terminou acompanhado de um forte protesto da diretoria colorada. O vice-presidente do clube, Hugo Jorge Bravo, apresentou imagens de lances da partida e contestou decisões da arbitragem, especialmente uma jogada em que a bola atingiu o braço de um jogador do Juventude dentro da área.
Na avaliação do dirigente, o episódio deveria ter resultado em pênalti para o Vila Nova. Durante a manifestação após o jogo, ele também relacionou o lance a outras decisões de arbitragem que, segundo afirmou, teriam prejudicado a equipe nas rodadas anteriores.
“Tem quatro jogos que estamos com sentimento de otário”, declarou Bravo, ao demonstrar insatisfação com a condução das partidas e com a atuação do sistema de árbitro de vídeo (VAR).
Dirigente questiona lance de possível pênalti
O principal lance apresentado por Hugo Jorge Bravo ocorreu no primeiro tempo, quando o placar ainda estava em 0 a 0. Após a bola tocar em um jogador do Vila Nova, ela atingiu o braço de um atleta do Juventude dentro da área.
O dirigente considerou que a jogada deveria ter sido analisada como infração passível de penalidade máxima. Ele questionou especialmente a decisão tomada após a revisão das imagens e criticou a atuação dos responsáveis pelo VAR.
Em sua manifestação, Bravo afirmou que a disponibilidade de recursos audiovisuais deveria permitir uma avaliação mais precisa dos lances. Também cobrou maior consistência nas decisões tomadas durante as partidas.
A reclamação, porém, representa a interpretação do representante do Vila Nova. O material apresentado pelo clube e as declarações do dirigente não constituem, por si só, uma confirmação oficial de erro da arbitragem.
Reclamações envolvem outros jogos da Série B
Hugo Jorge Bravo afirmou que a insatisfação não se restringe ao confronto com o Juventude. Para sustentar sua cobrança, citou situações ocorridas nas partidas contra Náutico, Novorizontino e São Bernardo.
Sobre o jogo diante do Náutico, o dirigente reclamou de um possível pênalti por toque de mão de um jogador adversário na barreira, em uma cobrança de falta, quando o Vila Nova vencia por 2 a 0.
Na partida contra o Novorizontino, a crítica foi direcionada ao tempo de acréscimo concedido pela arbitragem. Já no confronto com o São Bernardo, Bravo afirmou que o árbitro havia sinalizado um minuto adicional, mas encerrou a partida após três minutos, depois de o Vila sofrer um gol.
Ao reunir os episódios, o dirigente argumentou que decisões desse tipo têm impacto direto na disputa esportiva e precisam ser avaliadas com transparência.
Árbitro e responsável pelo VAR foram citados
A partida entre Vila Nova e Juventude teve arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima, integrante do quadro da Federação Pernambucana de Futebol e da FIFA. O responsável pelo VAR foi Emerson de Almeida Ferreira, da Federação Mineira de Futebol.
Durante o protesto, Bravo também mencionou uma polêmica anterior envolvendo Rodrigo José Pereira de Lima. O dirigente fez referência ao reconhecimento, pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de um erro em um lance de pênalti não marcado sobre Diego Caito, lateral-direito do Grêmio, durante um clássico contra o Internacional.
A referência foi utilizada pelo representante colorado para questionar a atuação do árbitro. Entretanto, a existência de uma decisão equivocada em outra partida não comprova, isoladamente, que houve erro no confronto entre Vila Nova e Juventude.
Dirigente critica impacto das decisões sobre o futebol
Além dos aspectos técnicos, Hugo Jorge Bravo afirmou que as controvérsias envolvendo a arbitragem prejudicam a credibilidade do campeonato e provocam insatisfação entre os torcedores.
O dirigente destacou o esforço do público para acompanhar as partidas, inclusive em condições climáticas adversas, e afirmou que decisões contestadas podem comprometer a confiança dos torcedores na competição.
Bravo também demonstrou disposição para responder a eventuais consequências disciplinares pelas declarações. Segundo ele, a possibilidade de punição não seria motivo para deixar de manifestar a insatisfação do clube.
O vice-presidente afirmou que o Vila Nova não busca receber benefícios da arbitragem, mas espera que as decisões sejam tomadas de maneira equilibrada e sem prejuízos à equipe.
Vila Nova segue na disputa pelas primeiras posições
Apesar da controvérsia, o empate com o Juventude manteve o Vila Nova na terceira colocação da Série B, com 63 pontos. A posição ainda dependia do resultado do Fortaleza, que tinha 61 pontos e ainda disputaria sua partida pela 36ª rodada.
O próximo compromisso do Tigre será contra o Criciúma, no dia 7 de novembro, às 20h, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia.
A partida terá importância para a sequência da campanha colorada na reta final do campeonato, em que cada resultado pode alterar a configuração das primeiras posições. Enquanto a equipe se prepara para o próximo confronto, a diretoria mantém publicamente as cobranças sobre os critérios de arbitragem adotados nas últimas rodadas.
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