24 de julho de 2024
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Presidente da Faeg afirma que a reutilização de pastagens degradadas na agricultura representa uma alternativa viável à prática de desmatamento.

De acordo com José Mário Schreiner, estima-se que em Goiás existam cerca de 15 milhões de pastagens degradadas, das quais menos da metade está atualmente sendo utilizada pelo setor agropecuário.

José Mário Schreiner (Elaine Menke/Câmara do Deputados)

José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), destaca a importância do reaproveitamento de pastagens degradadas como alternativa ao desmatamento em uma entrevista ao jornalista Jackson Abrão. Segundo Schreiner, é possível aumentar a produção agropecuária ocupando áreas degradadas, reabilitando pastagens que estão em estado avançado de deterioração, transformando-as em terras produtivas para cultivos como soja e milho.

Ele aponta que o Brasil dispõe de vastas extensões de terra para essa finalidade, e apenas em Goiás estima-se que existam cerca de 15 milhões de pastagens nessas condições, das quais menos da metade é atualmente utilizada pelo setor agropecuário. O conceito de pastagem degradada é definido pela Embrapa como aquela em que o solo perdeu sua capacidade de sustentar o crescimento das plantas forrageiras, devido a fatores como superpastoreio, falta de adubação, cultivo inadequado, queimadas e doenças.

O processo de recuperação dessas áreas de pastagem degradada envolve a aplicação de técnicas agrícolas para revitalizar o solo e estimular o crescimento das plantas, eliminando a necessidade de abrir novas áreas de desmatamento para a expansão da agropecuária.

Schreiner também ressalta o compromisso da Faeg com a preservação ambiental, enfatizando que a entidade assinou um pacto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para apoiar a política de ‘desmatamento ilegal zero’. Ele destaca a importância de cumprir o Código Florestal Brasileiro.

Além disso, Schreiner aborda a questão da ocupação de terras, enfatizando que o direito de propriedade é um direito constitucional e que invadir terras é considerado um crime, que deve ser tratado de acordo com a lei. Ele elogia a posição do governador Ronaldo Caiado de garantir o cumprimento da lei e a proteção do direito de propriedade em Goiás.

José Mário Schreiner presidente FAEG