Operação da Polícia Federal mira esquema bilionário e prende responsável por perfil de grande alcance nas redes
Investigação sobre lavagem de dinheiro com criptoativos e evasão de divisas cumpre mandados em múltiplos estados e alcança influenciadores digitais

Uma operação de grande envergadura conduzida pela Polícia Federal desarticulou parte de uma estrutura criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação, denominada Operação Narco Fluxo, teve como um dos alvos o influenciador Raphael Sousa Oliveira, administrador de um dos perfis de maior alcance nas redes sociais brasileiras.
Com base em decisões da Justiça Federal, foram cumpridos mandados de prisão e busca em diversos estados, incluindo Goiás, além do Distrito Federal. A operação mobilizou mais de 200 agentes federais e resultou na execução de dezenas de ordens judiciais, com foco na interrupção do fluxo financeiro ilícito e na coleta de provas para aprofundamento das investigações.
De acordo com a apuração, a organização criminosa utilizava uma arquitetura financeira complexa, combinando movimentações em espécie, interposição de pessoas físicas e jurídicas e operações com criptoativos para ocultar a origem dos recursos. Esse modelo é característico de esquemas de “layering”, etapa avançada da lavagem de dinheiro que visa dificultar o rastreamento das transações por órgãos de controle.
Além de Raphael, outros nomes com projeção pública foram alvos da operação, como MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias, todos investigados por possível participação ou conexão com o fluxo financeiro analisado. O grau de envolvimento individual de cada investigado ainda será detalhado ao longo do inquérito.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de alto valor, quantias em dinheiro, dispositivos eletrônicos e documentos que serão submetidos à perícia técnica. A análise desse material deve auxiliar na identificação de ramificações do esquema, incluindo eventuais conexões internacionais e utilização de exchanges de criptomoedas para dissimulação de ativos.
A Justiça também determinou medidas assecuratórias, como bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens, instrumentos jurídicos utilizados para preservar valores que possam ter origem ilícita e garantir eventual ressarcimento ao erário.
Do ponto de vista penal, os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas, tipificações que, somadas, preveem penas elevadas e regime de cumprimento rigoroso. Especialistas apontam que o uso de criptoativos em esquemas ilícitos tem se tornado mais recorrente, exigindo maior capacidade técnica das autoridades para rastreamento e análise de blockchain.
A defesa do influenciador informou que ele está prestando esclarecimentos às autoridades e que deverá se manifestar formalmente após acesso integral aos autos. A investigação segue sob sigilo parcial e permanece em fase de instrução, com possibilidade de novos desdobramentos.
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