Motorista é identificado após arrastar cavalo por ruas de Goiânia; Polícia Civil apura maus-tratos
Imagens que circularam nas redes sociais provocaram forte repercussão e levaram à rápida atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil. Estado de saúde do animal será avaliado por perícia durante a investigação.
A Polícia Civil de Goiás investiga um caso de possível maus-tratos contra um cavalo após um motorista ser flagrado arrastando o animal preso a uma caminhonete pelas ruas do Setor Monte Pascoal, em Goiânia. O episódio, registrado por testemunhas na manhã de quinta-feira (2), ganhou ampla repercussão nas redes sociais e resultou na identificação do condutor pelo Batalhão de Cavalaria da Polícia Militar no dia seguinte.
As imagens mostram o cavalo sendo conduzido preso ao veículo em movimento, situação que, segundo relatos de testemunhas, teria causado sofrimento ao animal. A gravação gerou grande indignação entre moradores e motivou diversas denúncias aos órgãos de segurança e de proteção animal.
De acordo com a delegada Simelli Lemes, titular do Grupo de Proteção Animal (GPA) da Polícia Civil, após a identificação do motorista, equipes da corporação, acompanhadas por peritos, deslocaram-se até o local onde o cavalo foi encontrado para realizar exames periciais e avaliar possíveis lesões, sinais de exaustão ou outras evidências compatíveis com maus-tratos.
A investigação busca esclarecer em que condições o animal era transportado, por qual distância foi arrastado e se a conduta do motorista provocou lesões ou sofrimento desnecessário ao cavalo. Os laudos periciais serão fundamentais para subsidiar o inquérito policial.
Antes da identificação do suspeito, a Polícia Civil havia informado que enfrentava dificuldades para localizá-lo porque a caminhonete utilizava placa registrada em outra unidade da federação. A partir do trabalho integrado entre o Grupo de Proteção Animal e o Batalhão de Cavalaria, o responsável foi localizado e deverá prestar esclarecimentos à autoridade policial.
Conforme a legislação vigente, a prática de maus-tratos contra equinos pode ser enquadrada no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). No caso específico de cavalos, a infração é considerada crime de menor potencial ofensivo, podendo resultar na lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sem prejuízo de outras medidas caso a investigação identifique circunstâncias agravantes ou novos elementos.
A Polícia Civil informou que o procedimento investigativo permanece em andamento e que o resultado da perícia veterinária será determinante para definir o enquadramento jurídico definitivo da conduta e as medidas cabíveis.


