Mabel sanciona reajuste de 4,26% para servidores municipais de Goiânia
Aumento será pago em duas parcelas e beneficia servidores ativos, aposentados e pensionistas; impacto anual supera R$ 52 milhões

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), sancionou o projeto que concede revisão geral anual de 4,26% aos servidores públicos municipais. O reajuste corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2025 e alcança servidores ativos, aposentados e pensionistas dos poderes Executivo e Legislativo, exceto categorias que possuem legislação específica para definição de remuneração.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, o pagamento será realizado em duas etapas. A primeira parcela, de 2,26%, tem efeitos financeiros a partir de 1º de julho. A segunda, de 2%, será incorporada a partir de 1º de agosto. Conforme estimativa do Comitê de Controle de Gastos (CCG), o impacto anual da medida será de aproximadamente R$ 52,5 milhões.
De acordo com a administração municipal, o parcelamento foi adotado para manter o equilíbrio das contas públicas e observar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A gestão afirma que a medida busca conciliar a recomposição inflacionária dos salários com a sustentabilidade financeira do município.
Ao comentar a sanção da proposta, o prefeito destacou que, em 2025, a situação financeira da Prefeitura levou ao pagamento da data-base apenas no mês de outubro. Segundo ele, o cenário fiscal atual permitiu antecipar o reajuste para os meses de julho e agosto, como forma de valorização dos servidores municipais.
A revisão geral anual foi aprovada pela Câmara Municipal de Goiânia após negociação entre a administração e representantes do Fórum dos Servidores. O índice adotado corresponde exclusivamente à atualização inflacionária medida pelo IPCA, sem incorporar reajustes específicos de carreira.
O aumento, entretanto, não contempla todos os servidores municipais. Permanecem submetidos a regras próprias os empregados da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), os Agentes de Combate às Endemias (ACE) e os profissionais do magistério, cujos reajustes seguem legislações específicas.
Representantes sindicais manifestaram ressalvas em relação ao percentual concedido. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, afirmou que o índice não recompõe integralmente as perdas salariais acumuladas, defendendo a inclusão de diferenças que, segundo a entidade, ficaram pendentes da revisão anterior.
A revisão geral anual, conhecida como data-base, é um instrumento previsto para preservar o poder de compra da remuneração dos servidores públicos diante da inflação. No caso de Goiânia, a atualização foi calculada com base na variação oficial do IPCA referente ao ano de 2025.
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