Mabel sanciona programa que libera recursos diretos para unidades de saúde após impasse político na Câmara
Projeto cria novo modelo de gestão financeira para postos, CAIS e UPAs de Goiânia, com repasses diretos para manutenção e despesas operacionais das unidades municipais

Após semanas de tensão política e dificuldades de articulação no Legislativo, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, confirmou para esta segunda-feira (18) a sanção do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), proposta considerada estratégica pela administração municipal para descentralizar a execução de recursos na rede pública de saúde da capital.
O projeto havia enfrentado forte resistência e sucessivos atrasos durante sua tramitação na Câmara Municipal, tornando-se um dos principais focos de desgaste entre o Paço e parte da base governista. A matéria acabou aprovada apenas após intensificação das articulações políticas conduzidas pelo prefeito em exercício, Anselmo Pereira, que participou diretamente das negociações com vereadores e lideranças do Legislativo.
Com a sanção, 117 unidades da rede municipal de saúde passarão a operar com contas próprias para recebimento direto de verbas destinadas a despesas operacionais consideradas emergenciais ou de rotina administrativa. O modelo prevê autonomia financeira para custeio de pequenos reparos estruturais, aquisição de materiais básicos, manutenção predial, compra de insumos e demandas imediatas do funcionamento diário das unidades.
Segundo a prefeitura, os repasses poderão alcançar até R$ 200 mil anuais por unidade, com valores definidos conforme porte, perfil assistencial, capacidade operacional e demanda de atendimento. A gestão municipal avalia que o novo sistema deve reduzir entraves burocráticos, acelerar intervenções estruturais e diminuir o tempo de resposta para problemas recorrentes em postos de saúde, CAIS, CIAMS e UPAs.
Nos bastidores políticos, o Pafus se transformou em símbolo das dificuldades de articulação enfrentadas pela base do Executivo no início da atual gestão. Projetos considerados prioritários ficaram paralisados por semanas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo vereador Luan Alves, ex-líder do governo na Câmara.
A demora gerou desconforto público dentro da própria base aliada, levando o prefeito Sandro Mabel a cobrar celeridade nas votações e maior alinhamento político no Legislativo. O cenário só começou a mudar após uma ofensiva institucional coordenada por Anselmo Pereira, que reuniu secretários municipais e ampliou o diálogo direto com parlamentares para destravar matérias estratégicas da administração.
Além do impacto político, o programa também representa uma mudança no modelo de governança administrativa da saúde municipal. Técnicos da prefeitura defendem que a descentralização financeira aumenta a capacidade de resposta das unidades e reduz dependência de processos centralizados, frequentemente criticados pela lentidão na execução de serviços básicos.
A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que o novo sistema permita maior eficiência operacional, especialmente em demandas de manutenção corretiva e aquisição emergencial de itens essenciais para funcionamento das unidades.
A solenidade de sanção do Pafus está prevista para ocorrer no Paço Municipal, no 6º andar da sede da prefeitura, com participação de vereadores, secretários e representantes da área da saúde.
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