Goiás registra aumento de casos com múltiplos vírus respiratórios e acende alerta na saúde pública
Secretaria Estadual de Saúde aponta que quase 10% dos casos graves respiratórios no estado apresentam codetecção de vírus, cenário que preocupa principalmente entre crianças e idosos

O avanço das doenças respiratórias em Goiás voltou a acender um sinal de alerta nas autoridades de saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) mostram que quase 10% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados no estado apresentaram codetecção viral — situação em que o paciente testa positivo para mais de um vírus respiratório ao mesmo tempo.
Segundo o levantamento oficial, já foram identificados 144 casos com presença simultânea de diferentes agentes infecciosos, principalmente vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, influenza e Covid-19. O cenário reforça a pressão sobre unidades de saúde e amplia a preocupação com grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.
A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES-GO, Cristina Laval, explica que a codetecção não significa, necessariamente, que todos os vírus estejam ativos causando agravamento simultâneo do quadro clínico. Ainda assim, o fenômeno exige monitoramento rigoroso, especialmente em períodos de maior circulação viral, comuns nesta época do ano.
Entre os vírus mais detectados em Goiás está o vírus sincicial respiratório, considerado uma das principais causas de bronquiolite e complicações pulmonares em crianças menores de dois anos. Já o rinovírus continua sendo um dos agentes com maior circulação comunitária, favorecendo surtos de síndromes gripais e aumento de atendimentos hospitalares.
Especialistas alertam que fatores como faixa etária, imunidade do paciente, presença de comorbidades e sazonalidade influenciam diretamente na gravidade dos casos. Apesar disso, a orientação médica segue concentrada no tratamento sintomático, com acompanhamento mais específico em diagnósticos de influenza e Covid-19, que possuem terapias antivirais indicadas em determinadas situações.
Diante do aumento da circulação de vírus respiratórios, a Secretaria Estadual de Saúde reforçou o chamado para vacinação contra gripe e Covid-19. A campanha de imunização segue ativa em Goiás, com prioridade para 18 grupos considerados de maior risco.
A vacina contra influenza é aplicada em dose única e tem como público prioritário crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes e puérperas. Mesmo assim, a cobertura vacinal no estado permanece abaixo do esperado e gira em torno de 30%, índice considerado preocupante pelas autoridades sanitárias.
Além da vacinação, a SES-GO reforça medidas preventivas consideradas fundamentais para conter a disseminação das doenças respiratórias, como higienização frequente das mãos, uso de etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar, ambientes ventilados e busca precoce por atendimento médico em casos de agravamento dos sintomas.
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