Justiça mantém preso suspeito de matar estudante de veterinária em apartamento de Goiânia
Investigado confessou o crime à Polícia Civil e foi indiciado por homicídio após morte de jovem de 27 anos no Setor Cidade Jardim

A Justiça manteve presa nesta quinta-feira a custódia de Walisson Ascanio Tito, de 31 anos, investigado pela morte do estudante de medicina veterinária Luciano Milo Carvalho, de 27 anos, em Goiânia. O suspeito passou por audiência de custódia após ser capturado em Trindade, na Região Metropolitana da capital, e seguirá detido durante o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás.
O crime ocorreu dentro do apartamento da vítima, localizado no Setor Cidade Jardim. Segundo a investigação, Luciano foi encontrado sem vida após familiares estranharem a ausência de contato. Uma prima do estudante foi até o imóvel e localizou o corpo.
De acordo com informações apuradas pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, o suspeito confessou o assassinato durante depoimento. Conforme relatado aos investigadores, ele teria conhecido a vítima na região do bairro Goiá. Os dois seguiram para uma distribuidora e, posteriormente, foram até o apartamento onde consumiram bebidas alcoólicas.
A Polícia Civil sustenta que, após permanecerem no imóvel, Walisson matou Luciano por asfixia mecânica utilizando o cabo de um carregador de celular. A perícia técnica e os elementos colhidos no local integram o inquérito policial instaurado para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
As investigações apontam ainda que, após o crime, o suspeito subtraiu pertences da vítima, incluindo um computador. Segundo a polícia, o equipamento teria sido vendido posteriormente para compra de drogas.
Apesar da subtração dos objetos, o delegado responsável pelo caso, Danilo Wendel, informou que o investigado foi indiciado por homicídio, e não por latrocínio. Conforme a linha investigativa adotada, o roubo teria ocorrido após a consumação da morte, sem vínculo direto como motivação inicial do assassinato.
A Polícia Civil também informou que Walisson já possuía antecedentes criminais por homicídio e outros delitos. Ele utilizava tornozeleira eletrônica, mas, segundo os investigadores, havia rompido o equipamento de monitoramento judicial antes da prisão.
A defesa do investigado foi realizada durante a audiência de custódia pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, que informou não comentar o mérito do caso.
O assassinato provocou forte repercussão em Goiânia, especialmente entre estudantes e profissionais ligados à área de medicina veterinária. O inquérito segue em andamento para conclusão das diligências técnicas e análise de todos os elementos reunidos pela investigação criminal.
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