Comerciantes denunciam avanço da criminalidade e cobram ação urgente na Rua 8, no Centro de Goiânia
Empresários e trabalhadores relatam tráfico de drogas, violência, comércio irregular e ausência de fiscalização na região conhecida pela intensa vida noturna da capital

A crescente sensação de insegurança na Rua 8, no Centro de Goiânia, tem provocado preocupação entre comerciantes, trabalhadores e frequentadores da região. Empresários denunciam aumento da criminalidade, avanço do tráfico de drogas, comércio ambulante irregular e ausência de fiscalização, especialmente durante o período noturno e nos fins de semana.
A situação ganhou ainda mais repercussão após relatos de episódios recentes de violência, incluindo brigas, agressões e casos de esfaqueamento registrados durante a madrugada. Segundo comerciantes da região, a falta de policiamento ostensivo e de ordenamento urbano tem agravado o cenário em um dos pontos mais movimentados da vida noturna da capital.
Durante visita realizada nesta quinta-feira pela imprensa local, trabalhadores afirmaram que vielas próximas à Rua 8 passaram a ser utilizadas como pontos de tráfico e consumo de entorpecentes. A percepção entre os empresários é de que o fluxo intenso de pessoas, aliado à ausência de fiscalização contínua, favoreceu a expansão de práticas ilegais.
O empresário Áureo Rosa, que atua na região, criticou a estrutura oferecida pelo poder público para atender o aumento da circulação de pessoas após a consolidação do polo gastronômico e cultural da área. Segundo ele, a região enfrenta problemas relacionados à poluição sonora, descarte irregular de lixo, falta de banheiros públicos e consumo de bebidas alcoólicas em espaços improvisados.
De acordo com os relatos apresentados por comerciantes, o fechamento da Rua 8 para circulação de veículos em determinados períodos, medida criada para priorizar pedestres e fomentar atividades culturais e comerciais, acabou produzindo efeitos colaterais na segurança pública. Empresários afirmam que a restrição dificulta o acesso rápido de viaturas policiais e facilita a ocupação desordenada por vendedores ambulantes irregulares.
Há ainda denúncias sobre venda de bebidas alcoólicas sem controle sanitário e sem fiscalização adequada, inclusive para adolescentes. Em um único dia, segundo comerciantes, dezenas de barracas teriam funcionado sem autorização formal na região.
Os empresários defendem a instalação de uma base fixa de policiamento, além da ampliação do patrulhamento comunitário e turístico, com presença permanente de agentes circulando a pé ou em bicicletas. Para os comerciantes, o atual efetivo policial é insuficiente para atender a demanda de segurança da região central durante a noite.
As reclamações foram levadas nesta semana ao prefeito em exercício, Anselmo Pereira, durante reunião com representantes do setor comercial. Segundo os empresários, os pedidos por maior presença do poder público já vinham sendo apresentados anteriormente, mas ganharam urgência diante da escalada de ocorrências violentas e do aumento da sensação de insegurança.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás e a Prefeitura de Goiânia ainda não haviam divulgado posicionamento oficial sobre as demandas apresentadas pelos comerciantes da região.
A Rua 8 é considerada um dos principais corredores culturais, gastronômicos e boêmios do Centro de Goiânia, reunindo bares, restaurantes e espaços culturais que atraem grande fluxo de pessoas nos fins de semana. Comerciantes alertam, porém, que a deterioração da segurança pública pode comprometer o funcionamento das atividades econômicas e afastar frequentadores.
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