Goiânia terá 1.800 novas câmeras em rede integrada de segurança
Programa Goiânia + Segura prevê expansão do videomonitoramento, mais de 800 quilômetros de fibra óptica e integração de equipamentos privados; meta é conectar até 10 mil câmeras

A Prefeitura de Goiânia anunciou a expansão do sistema de videomonitoramento da capital com a instalação de 1.800 novas câmeras de alta resolução. O projeto integra o programa Goiânia + Segura, lançado pelo prefeito Sandro Mabel na sexta-feira (4), e prevê a criação de uma infraestrutura tecnológica destinada a ampliar a capacidade de acompanhamento de ocorrências e apoio às ações de segurança urbana.
Dos 1.800 equipamentos previstos, 220 já estão em funcionamento. A estratégia, no entanto, vai além da instalação de novas câmeras públicas. A administração municipal pretende conectar também equipamentos instalados em propriedades privadas, como estabelecimentos comerciais e condomínios, para formar uma rede integrada que poderá chegar a 10 mil câmeras conectadas.
Para sustentar essa estrutura, a Prefeitura prevê a implantação de mais de 800 quilômetros de fibra óptica, além da conexão de 626 prédios públicos. A infraestrutura deverá permitir que imagens captadas em diferentes regiões sejam transmitidas para uma estrutura centralizada de monitoramento.
A proposta coloca o videomonitoramento entre os principais componentes tecnológicos da política municipal de segurança e busca ampliar a capacidade da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de acompanhar áreas estratégicas da cidade.
Projeto prevê mudança de escala no videomonitoramento
O sistema atual da Prefeitura será ampliado progressivamente até alcançar a quantidade prevista de 1.800 câmeras públicas. Paralelamente, a administração pretende estabelecer conexões com equipamentos particulares que já estão instalados em diferentes pontos de Goiânia.
Essa integração é uma das principais características do programa. Em vez de depender exclusivamente da instalação de novas câmeras públicas, a Prefeitura pretende aproveitar parte da infraestrutura de monitoramento existente em imóveis privados.
A proposta pode ampliar significativamente a área com cobertura por imagens e permitir que diferentes fontes de informação visual sejam acessadas dentro de uma mesma estrutura tecnológica.
A meta anunciada é chegar a 10 mil câmeras conectadas, considerando os equipamentos públicos e os dispositivos disponibilizados pelo setor privado.
A utilização dessas imagens deverá ocorrer dentro das atribuições dos órgãos responsáveis pelo monitoramento e atendimento das ocorrências, servindo como ferramenta de apoio às equipes que atuam diretamente nas ruas.
Mais de 800 quilômetros de fibra óptica
A expansão do videomonitoramento depende de uma infraestrutura de comunicação capaz de transportar grande volume de dados.
Por isso, o programa prevê uma rede com mais de 800 quilômetros de fibra óptica, tecnologia que permite transmissão de dados em alta velocidade e com grande capacidade.
A Prefeitura também planeja conectar 626 prédios públicos à estrutura. A medida deverá criar uma rede de comunicação capaz de interligar diferentes unidades municipais e dar suporte à transmissão das imagens produzidas pelos equipamentos de videomonitoramento.
Na prática, a infraestrutura funciona como a base tecnológica do projeto: as câmeras captam as imagens, enquanto a rede de comunicação permite que esses dados sejam enviados para os pontos responsáveis pelo acompanhamento e gerenciamento.
Novo Centro Operacional está previsto para 2028
Outra etapa do projeto é a criação de um novo Centro Operacional, previsto para entrar em funcionamento até 2028.
A unidade deverá concentrar o gerenciamento da estrutura de videomonitoramento e funcionar como um ponto estratégico para a administração da rede.
O novo centro faz parte de uma expansão planejada para os próximos anos. Portanto, a estrutura ainda não representa uma capacidade operacional disponível integralmente no momento do lançamento do programa.
A implantação deverá acompanhar o crescimento da rede de câmeras e da infraestrutura de comunicação.
Tecnologia será usada como apoio às equipes da GCM
Para a Prefeitura, o videomonitoramento deverá funcionar de forma complementar à presença dos agentes da Guarda Civil Metropolitana.
A lógica é utilizar as imagens para fornecer informações sobre situações ocorridas em áreas monitoradas, auxiliar no acompanhamento de ocorrências e contribuir para o direcionamento das equipes.
O comandante da GCM, Gustavo Toledo, classificou o videomonitoramento como uma ferramenta importante para ampliar a capacidade de observação da corporação.
A estratégia, portanto, não substitui a atuação dos agentes nas ruas. O objetivo é combinar a presença física da Guarda com informações obtidas por meio da infraestrutura tecnológica.
Pontos estratégicos terão atenção da Guarda
O Programa Goiânia + Segura também prevê ações direcionadas a locais considerados estratégicos, com definição das áreas a partir de informações sobre circulação de pessoas e registros de ocorrências.
Entre esses pontos estão terminais, praças, parques, corredores de transporte e áreas de grande movimentação.
A Prefeitura cita ainda o trabalho realizado nos pontos de ônibus. Atualmente, segundo a administração municipal, a GCM mantém operações diárias entre 4h e 6h, com participação de 40 viaturas e 65 agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), além do Grupo de Operações com Cães e apoio da Polícia Militar.
Nesse modelo, a tecnologia passa a complementar as ações de patrulhamento e presença ostensiva.
Câmeras particulares poderão ampliar cobertura
A integração de equipamentos privados é um dos pontos de maior alcance do projeto.
Em Goiânia, empresas, condomínios e outros imóveis particulares já utilizam sistemas próprios de monitoramento. A proposta da Prefeitura é conectar parte desses equipamentos à rede municipal, ampliando a quantidade de pontos dos quais poderão ser obtidas imagens.
Com isso, o município pretende construir uma cobertura mais abrangente sem depender exclusivamente da instalação de equipamentos públicos.
A estratégia também cria uma rede descentralizada de captação de imagens, com câmeras distribuídas por diferentes regiões e conectadas a uma infraestrutura comum.
O projeto, contudo, envolve o tratamento de imagens captadas em espaços públicos e privados, o que exige observância das normas aplicáveis à proteção de dados e ao uso dessas informações pelas instituições responsáveis.
Segurança terá outros investimentos além das câmeras
O Goiânia + Segura não está restrito ao videomonitoramento. O programa também reúne medidas relacionadas à infraestrutura urbana e ao reforço da Guarda Civil Metropolitana.
Segundo a Prefeitura, toda a iluminação pública de ruas e avenidas da capital já utiliza tecnologia LED, enquanto a modernização também alcança praças e parques.
A administração prevê ainda a incorporação de 111 novas viaturas à frota da GCM, além da contratação de novos agentes e da aquisição de equipamentos destinados à corporação.
A proposta é combinar infraestrutura urbana, presença de agentes e tecnologia em uma estratégia integrada de segurança municipal.
Programa busca ampliar capacidade de resposta
A principal mudança proposta pelo Goiânia + Segura é a transformação do videomonitoramento em uma estrutura de maior escala, conectada por fibra óptica e alimentada por câmeras públicas e privadas.
Com 1.800 novos equipamentos previstos e uma meta de até 10 mil câmeras integradas, a Prefeitura pretende aumentar a quantidade de áreas monitoradas e melhorar o fluxo de informações para as equipes responsáveis pelo atendimento das ocorrências.
O projeto, porém, será implantado por etapas. A estrutura atualmente em operação ainda representa apenas parte da capacidade anunciada pela administração, enquanto a expansão da rede de fibra óptica, a conexão dos prédios públicos e a implantação do novo Centro Operacional estão entre as etapas previstas para os próximos anos.
Para Goiânia, a iniciativa representa uma aposta na tecnologia como instrumento complementar de prevenção e resposta na segurança urbana. O resultado efetivo dependerá da implantação da infraestrutura, da integração entre os sistemas e da capacidade dos órgãos responsáveis de transformar as informações produzidas pelas câmeras em ações concretas de atendimento à população.
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