Goiânia entra em alerta por aumento de casos de Influenza B e doenças respiratórias graves
Boletim da Fiocruz aponta a capital entre as cidades brasileiras com crescimento de casos de SRAG; autoridades reforçam a importância da vacinação e das medidas de prevenção.

Goiânia está entre as nove capitais brasileiras que apresentam crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à circulação do vírus Influenza B, conforme o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Embora o cenário nacional indique tendência de redução das internações por doenças respiratórias, a região Centro-Sul do país, incluindo Goiás e o Distrito Federal, segue registrando avanço desse tipo de infecção.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) mostram que Goiás contabilizou 206 casos de Influenza B no primeiro semestre deste ano. O número supera em 85,5% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram confirmados 111 casos da doença, evidenciando o aumento da circulação do vírus no estado.
Segundo a subsecretária estadual de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, os sintomas da Influenza B são semelhantes aos observados em outros tipos de gripe, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal-estar. Apesar disso, a infecção pode evoluir para quadros graves, principalmente entre idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e indivíduos não imunizados.
A Secretaria de Estado da Saúde alerta que a Influenza permanece entre os principais agentes responsáveis pelos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Em situações mais severas, a doença pode exigir internação hospitalar e provocar complicações potencialmente fatais, especialmente nos grupos mais vulneráveis.
Outro fator que contribui para o aumento das infecções respiratórias é o período de estiagem característico desta época do ano em Goiás. A baixa umidade do ar favorece o ressecamento das vias respiratórias, reduz as defesas naturais do organismo e facilita a transmissão de vírus respiratórios em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.
As autoridades sanitárias também demonstram preocupação com a cobertura vacinal abaixo do esperado, sobretudo entre os públicos prioritários da campanha de imunização. A vacinação continua sendo considerada a principal estratégia para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e mortes provocadas pela influenza.
Além da imunização, a orientação é que pessoas com sintomas gripais utilizem máscara ao permanecer em locais compartilhados, mantenham a higiene frequente das mãos, evitem aglomerações e procurem atendimento médico caso apresentem dificuldade para respirar, febre persistente ou agravamento do quadro clínico.
A vacina contra a influenza permanece disponível nas unidades de saúde de Goiás, conforme o calendário definido pelas autoridades de saúde, como medida para ampliar a proteção da população durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.
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