Cobertura vacinal contra gripe preocupa em Goiás e fica menos da metade da meta estabelecida
Secretaria Estadual de Saúde alerta para baixa adesão à imunização, enquanto casos graves de Influenza seguem em alta; estado já contabiliza 600 infecções e 43 mortes em 2026.

A baixa procura pela vacina contra a gripe acendeu um alerta na saúde pública de Goiás. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) mostram que a cobertura vacinal dos grupos prioritários está muito abaixo do índice considerado necessário para reduzir hospitalizações e mortes causadas pelo vírus Influenza. Até o momento, apenas 42,54% do público-alvo recebeu a imunização, percentual distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A preocupação das autoridades sanitárias ocorre em meio ao aumento da circulação de vírus respiratórios no período de maior incidência da doença. Segundo o mais recente Boletim de Vírus Respiratórios da SES-GO, Goiás já confirmou 600 casos de Influenza e 43 mortes relacionadas à infecção neste ano.
De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, alcançar elevada cobertura vacinal é essencial para reduzir complicações clínicas entre os grupos mais vulneráveis. Estudos utilizados pelo Ministério da Saúde demonstram que a vacinação pode reduzir em mais de 70% o risco de hospitalização por formas graves da doença em idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.
Os índices de imunização evidenciam uma cobertura insuficiente justamente entre os públicos de maior risco. Entre as crianças, apenas 37,93% receberam a vacina. Entre os idosos, a cobertura chegou a 43,89%, enquanto entre as gestantes o percentual alcançou 55,31%, ainda distante da meta nacional.
Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), Goiás possui mais de 1,6 milhão de pessoas pertencentes aos grupos prioritários, população considerada mais suscetível às complicações provocadas pelo vírus Influenza.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é do tipo trivalente, oferecendo proteção contra as cepas Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B (linhagem Victoria), responsáveis pela maior parte dos casos registrados durante a temporada de circulação viral.
A SES-GO reforça que o imunizante é produzido com vírus inativado, não provoca gripe e possui elevado perfil de segurança. Desde 1º de junho, a vacinação foi ampliada para toda a população com idade a partir de seis meses, independentemente de integrar os grupos prioritários.
A orientação é que a população procure a unidade básica de saúde mais próxima, levando documento de identificação e, preferencialmente, o cartão de vacinação. A Secretaria destaca que ampliar rapidamente a cobertura vacinal é uma das principais estratégias para reduzir a pressão sobre hospitais, diminuir internações e evitar novos óbitos durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.


