Ex-prefeito de Uruaçu é preso após polícia desmontar falso sequestro em Goiânia
Investigação da Polícia Civil aponta que ex-gestor teria articulado plano para extorquir a própria família; prisão ocorreu em imóvel no Setor União
O ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, de 55 anos, foi preso suspeito de simular o próprio sequestro em uma tentativa de obter dinheiro da família. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o esquema teria sido planejado em conjunto com Cláudio Eduardo Cardoso Noronha, de 52 anos, também preso durante a operação.
De acordo com as investigações, a falsa narrativa começou a ser construída após Lourenço informar aos familiares que viajaria para Goiânia para cumprir compromissos políticos relacionados à Assembleia Legislativa de Goiás. Pouco depois, parentes passaram a receber mensagens e cobranças exigindo pagamento para a suposta libertação do ex-prefeito.
Conforme a apuração conduzida pelo delegado William Bretz, os suspeitos exigiam R$ 4 mil para revelar o paradeiro da suposta vítima. A polícia afirma que a família foi submetida a forte pressão psicológica diante da possibilidade de um sequestro real.
As equipes da Polícia Civil iniciaram diligências de campo e monitoramento digital para rastrear a origem das mensagens e identificar os envolvidos. Durante a operação, os investigadores localizaram Lourenço Pereira Filho em um imóvel de kitnets no Setor União, na região sudoeste da capital. Segundo a corporação, ele foi encontrado em condições normais, sem sinais de violência ou cárcere privado.
Ainda conforme os investigadores, o cruzamento de informações, depoimentos e evidências técnicas demonstrou que não havia crime de sequestro em andamento, mas sim uma ação coordenada entre os dois suspeitos para obter vantagem financeira utilizando o abalo emocional dos familiares.
Após a prisão em flagrante, os dois passaram por audiência de custódia. A Justiça converteu as detenções em prisão preventiva, e ambos foram encaminhados ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
A Polícia Civil informou que a dupla deverá responder por extorsão majorada pelo concurso de agentes, tipificação prevista no Código Penal para crimes praticados com participação de mais de uma pessoa. As investigações seguem em andamento para apurar se houve outros envolvidos ou tentativas semelhantes anteriormente.
A defesa dos investigados foi procurada por meio da Defensoria Pública do Estado de Goiás, responsável pela assistência durante a audiência de custódia, mas não houve manifestação até a última atualização do caso.
O episódio chamou atenção das autoridades pela elaboração da falsa narrativa e pelo uso de meios digitais para pressionar familiares, prática que tem sido monitorada com maior rigor pelas forças de segurança diante do crescimento de golpes envolvendo extorsão emocional e crimes simulados.
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