Bebê é arremessada de carro e fica em estado grave após acidente em Goiânia
Menina de 1 ano e 11 meses foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hecad após colisão na Avenida Aristóteles, no Jardim Mariliza; circunstâncias do acidente são apuradas
Uma bebê de 1 ano e 11 meses ficou gravemente ferida após ser arremessada para fora de um carro durante um acidente registrado na manhã desta quinta-feira (24), na Avenida Aristóteles, no Jardim Mariliza, em Goiânia. Segundo testemunhas, a criança estava no banco da frente, no colo da mãe e sem cinto de segurança no momento da colisão.
De acordo com as informações divulgadas sobre a ocorrência, o carro em que mãe e filha estavam se envolveu em uma colisão com outro veículo. Após o impacto, o automóvel tombou e a menina acabou sendo lançada para fora do carro.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro à criança. Segundo o relato da ocorrência, os socorristas conseguiram reanimá-la antes do encaminhamento ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), unidade especializada localizada na região.
A criança foi levada ao hospital em estado grave. Até a publicação das informações disponíveis, não haviam sido divulgados detalhes adicionais sobre seu quadro clínico.
Circunstâncias do acidente ainda são investigadas
A dinâmica da colisão ainda não estava esclarecida. As informações disponíveis apontam apenas que os dois veículos se envolveram no acidente e que o carro onde estava a bebê tombou após o impacto.
Por isso, não é possível atribuir responsabilidade pelo acidente neste momento. A apuração das circunstâncias deve esclarecer como ocorreu a colisão e quais fatores contribuíram para o tombamento do veículo.
A informação de que a menina estava no banco dianteiro, no colo da mãe e sem cinto foi relatada por testemunhas e não deve ser confundida com uma conclusão oficial sobre a causa do acidente.
Transporte infantil exige dispositivo adequado
O caso também chama atenção para as regras brasileiras de segurança no transporte de crianças. A legislação determina que crianças com menos de 10 anos que ainda não tenham atingido 1,45 metro de altura sejam transportadas, em regra, no banco traseiro e utilizando dispositivo de retenção adequado à idade, ao peso e à altura. A regra está prevista na Resolução nº 819 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com exceções específicas previstas na própria norma.
Para crianças pequenas, o sistema de retenção infantil tem a função de limitar o deslocamento do corpo durante uma colisão ou desaceleração brusca. O Inmetro orienta que a escolha do dispositivo considere as características da criança e que o equipamento seja utilizado conforme suas especificações.
No caso de crianças entre 1 e 4 anos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) orienta o uso de cadeirinha apropriada, instalada no banco traseiro e corretamente fixada ao veículo.
A ocorrência em Goiânia reforça a importância desses equipamentos justamente porque, em uma colisão, o colo de um adulto não funciona como sistema de retenção capaz de manter uma criança protegida dentro do veículo.
Enquanto a investigação sobre o acidente segue, a bebê permanece sob cuidados médicos no Hecad.
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