5 de agosto de 2026
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Bebê de 52 dias com múltiplas fraturas é internada em Goiás; caso de suspeita de maus-tratos segue sob investigação

Recém-nascida foi atendida inicialmente em Morrinhos e transferida para Goiânia após exames apontarem diversas fraturas. Pais foram presos em flagrante, mas a mãe foi posteriormente colocada em liberdade por decisão judicial.
Imagens de raio X mostram ossos quebrados (Reprodução)

Uma bebê de apenas 52 dias foi internada após dar entrada no Hospital Municipal de Morrinhos, na região Sul de Goiás, apresentando múltiplas fraturas pelo corpo. O caso ocorreu na última sexta-feira (31) e mobilizou equipes médicas, o Serviço Social, o Conselho Tutelar, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Diante dos indícios constatados durante o atendimento, o homem que registrou a criança como filha e a mãe foram presos em flagrante por suspeita de maus-tratos. Posteriormente, a Justiça determinou a soltura da mãe. A investigação continua para esclarecer como a recém-nascida sofreu as lesões.

Segundo informações da Polícia Militar, a criança foi levada ao hospital pelo pai de registro, que relatou aos profissionais de saúde que a bebê chorava intensamente e aparentava sentir fortes dores. Durante a avaliação inicial, um inchaço na região do ombro chamou a atenção da equipe médica, que solicitou exames de imagem.

Os exames radiológicos identificaram diversas fraturas, incluindo lesões nas duas clavículas, nos dois úmeros e nos ossos dos antebraços, além de outras fraturas nos membros superiores e inferiores e edemas. Conforme informado pela direção do Hospital Municipal de Morrinhos, parte das lesões exigia avaliação especializada, motivo pelo qual foi providenciada a transferência da criança para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

A diretora da unidade hospitalar explicou que a gravidade do quadro levou imediatamente ao acionamento do Serviço Social. Em situações de suspeita de violência contra crianças e adolescentes, os profissionais de saúde têm o dever de comunicar os órgãos responsáveis pela proteção da infância, permitindo o início das medidas de assistência e investigação.

Após serem acionados, policiais militares ouviram os responsáveis legais pela bebê. Conforme a corporação, as explicações apresentadas não esclareceram a origem das lesões. Diante dos indícios observados durante o atendimento médico, ambos receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Caldas Novas.

De acordo com o delegado Fabiano Jacomelis, responsável pelo caso, as prisões foram formalizadas em flagrante. No entanto, posteriormente, a Justiça concedeu liberdade à mãe da criança. O homem que registrou a bebê como filha permaneceu preso, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.

Durante os interrogatórios, segundo a Polícia Civil, os dois investigados negaram qualquer agressão contra a recém-nascida e afirmaram desconhecer como ela sofreu as fraturas. Eles também relataram que, em determinado momento, a bebê teria permanecido sob os cuidados de uma terceira pessoa. Entretanto, conforme o delegado, não souberam informar nome, endereço ou qualquer dado que possibilitasse a identificação dessa pessoa.

Ainda conforme a investigação, o pai biológico da criança também foi ouvido. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou não ter conhecimento das lesões apresentadas pela bebê.

A Polícia Civil prossegue com a apuração para identificar as circunstâncias em que as fraturas ocorreram e verificar eventual responsabilidade criminal. A investigação inclui a análise dos laudos médicos, exames periciais e depoimentos de pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Até o momento, o estado de saúde atualizado da bebê não foi divulgado oficialmente, uma vez que sua identidade é preservada por envolver uma vítima menor de idade.

Casos envolvendo suspeita de violência contra crianças seguem protocolos específicos de atendimento. Além da assistência médica, hospitais comunicam obrigatoriamente órgãos de proteção, como o Conselho Tutelar, permitindo que medidas de proteção à vítima sejam adotadas enquanto a Polícia Civil conduz a investigação criminal.

As circunstâncias que provocaram as lesões ainda são objeto de investigação, e eventual responsabilização dependerá da conclusão do inquérito policial e da análise do Poder Judiciário.

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Marcus

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