Planalto-GO vence Juventude-SE e conquista título inédito do Brasileiro Feminino A3
Time goiano repete vitória por 1 a 0 em Aracaju, fecha campanha com 10 triunfos e entra para a história como primeiro campeão nacional feminino de Goiás

O Planalto-GO é campeão do Brasileiro Feminino A3 de 2026. A equipe de Aparecida de Goiânia voltou a vencer o Juventude-SE por 1 a 0 neste sábado (5), no Estádio Lourival Batista, o Batistão, em Aracaju, e confirmou o título nacional em sua primeira temporada no calendário brasileiro.
O gol que decidiu a final foi marcado por Brenda, em uma cobrança de falta nos acréscimos do primeiro tempo. Como já havia vencido o jogo de ida por 1 a 0, em Aparecida de Goiânia, o Planalto precisava apenas administrar a vantagem construída na primeira partida. A equipe conseguiu manter a defesa sem sofrer gols e garantiu uma conquista inédita para o futebol feminino de Goiás.
O resultado também encerra uma campanha de alto aproveitamento. Em 14 partidas no Brasileirão Feminino A3, o Planalto somou 10 vitórias, três empates e apenas uma derrota, com 28 gols marcados e 18 sofridos.
Título foi construído em dois jogos
A decisão começou com vantagem goiana. No domingo (30), o Planalto derrotou o Juventude-SE por 1 a 0 no Estádio Anníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia. Marcelly marcou o gol da partida, ainda no início do primeiro tempo.
Na reta final daquele confronto, a equipe goiana teve outro momento determinante: a goleira Lescaut defendeu uma cobrança de pênalti do Juventude-SE nos acréscimos, preservando a vantagem mínima para o jogo de volta.
Com o resultado, o Planalto chegou a Aracaju podendo conquistar a taça com um empate. O Juventude-SE precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título diretamente. Uma vitória sergipana por apenas um gol levaria a decisão para os pênaltis.
A equipe goiana, entretanto, não precisou depender da vantagem regulamentar. Repetiu o placar da primeira partida e confirmou a conquista com duas vitórias sobre o adversário.
Brenda decide final com cobrança de falta
O segundo jogo teve um primeiro tempo de poucas oportunidades claras. O Planalto chegou a ameaçar a meta adversária aos 33 minutos, quando Moara finalizou colocado e obrigou a goleira Monique a fazer uma defesa.
Quando a etapa inicial caminhava para o intervalo, surgiu o lance que mudou definitivamente o cenário da decisão.
Aos 47 minutos, já nos acréscimos, Brenda cobrou falta com precisão e colocou a bola no ângulo. O gol ampliou a vantagem do Planalto no confronto agregado e obrigou o Juventude-SE a buscar três gols para conquistar o título diretamente.
Na segunda etapa, o time sergipano tentou aumentar a pressão, mas encontrou dificuldades para transformar a iniciativa ofensiva em gols. O Planalto manteve a organização defensiva e também encontrou espaços para contra-atacar.
Cibelly teve uma oportunidade de ampliar de cabeça após cobrança de escanteio, mas a bola passou próxima à trave. Mais tarde, o Planalto chegou a marcar novamente, porém o gol foi anulado por impedimento após análise do lance pelo VAR.
A equipe goiana terminou a partida sem sofrer gol e confirmou a vitória por 1 a 0.
Primeiro título nacional feminino de Goiás

A conquista tem dimensão histórica para o futebol goiano. De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Planalto se tornou o primeiro clube de Goiás a conquistar um título nacional no futebol feminino.
O feito ganha ainda mais relevância pelo curto período de existência do clube. Fundado em dezembro de 2024, o Planalto chegou ao calendário nacional após terminar como vice-campeão estadual em 2025, resultado que garantiu a classificação para o Brasileiro Feminino A3 de 2026.
Na primeira participação em uma competição nacional, o clube avançou até a decisão e terminou como campeão.
O título também representa uma mudança de patamar para a equipe, que agora passa a integrar a segunda divisão do futebol feminino brasileiro.
Planalto disputará a Série A2 em 2027
Antes mesmo da final, Planalto-GO e Juventude-SE já haviam garantido o acesso ao Brasileiro Feminino A2 de 2027, juntamente com Realidade Jovem-SP e Portuguesa-AP, as outras duas equipes semifinalistas.
O acesso foi assegurado pelo desempenho nas semifinais. O Planalto eliminou o Realidade Jovem com vitória por 2 a 0 no primeiro jogo e novo triunfo por 2 a 1 na partida de volta, avançando com 4 a 1 no placar agregado.
A partir da próxima temporada, portanto, o clube de Aparecida de Goiânia estará em uma divisão acima e terá pela frente adversários de maior nível dentro da estrutura nacional do futebol feminino.
Campanha consistente até a taça
A trajetória do Planalto no Brasileiro Feminino A3 foi marcada por regularidade. A equipe terminou a competição com 14 jogos disputados, 10 vitórias, três empates e uma derrota.
Foram 28 gols marcados e 18 sofridos ao longo da campanha.
Na fase decisiva, o desempenho foi ainda mais consistente. O time venceu as duas partidas das quartas de final contra o FC Pantanal e depois passou pelo Realidade Jovem nas semifinais, antes de superar o Juventude-SE duas vezes na final.
A sequência nas fases eliminatórias foi suficiente para levar a equipe até o título sem necessidade de disputar uma decisão por pênaltis.
A maior edição da história da A3
A conquista do Planalto aconteceu justamente na temporada em que o Brasileiro Feminino A3 passou por uma reformulação.
A edição de 2026 foi a maior desde a criação da competição, em 2022. O número de partidas aumentou de 78 para 126 jogos, enquanto o calendário passou de 11 para 14 datas. A mudança fez parte de uma política de ampliação do calendário nacional do futebol feminino.
Também houve aumento das cotas de participação. Na primeira fase, o valor passou de R$ 36 mil em 2025 para R$ 120 mil em 2026. As 32 equipes participantes ainda receberam vaga na Copa do Brasil Feminina, enquanto as quatro semifinalistas conquistaram o acesso à Série A2.
Nesse cenário de expansão da modalidade, o Planalto terminou a temporada com o principal troféu da competição.
Goiás entra na história do futebol feminino nacional
O título conquistado em Aracaju encerra uma trajetória que começou com a classificação para a competição nacional e terminou com a taça.
Além de garantir o acesso à Série A2, o Planalto estabeleceu uma marca inédita para Goiás ao conquistar o primeiro campeonato nacional feminino do estado. A equipe também se tornou a quinta campeã da história do Brasileiro Feminino A3, competição que já havia sido vencida por Taubaté-SP, Mixto-MT, Vasco e Atlético-PI.
Para o futebol feminino goiano, a conquista amplia a presença do estado nas competições nacionais e coloca o Planalto como protagonista de uma temporada histórica.
A próxima etapa será a disputa da Série A2 em 2027. Antes disso, porém, o clube encerra seu primeiro ano nacional com uma conquista que já ocupa um lugar inédito na história do esporte goiano: o primeiro título brasileiro feminino do estado.
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