Aparecida amplia monitoramento da dengue com 248 novas armadilhas
Rede de ovitrampas passará de 105 para 353 equipamentos a partir desta segunda-feira (17); estratégia busca identificar áreas com maior atividade do Aedes aegypti e orientar ações de controle

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia amplia, a partir desta segunda-feira (17), o monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai instalar 248 novas ovitrampas em diferentes regiões da cidade, fazendo a rede de vigilância passar de 105 para 353 equipamentos.
A instalação começa às 9h e será realizada pela Vigilância em Saúde Ambiental, com participação de agentes de combate às endemias e supervisores que atuam no acompanhamento das áreas consideradas estratégicas para o controle das arboviroses.
As novas armadilhas serão distribuídas pelas cinco áreas de trabalho da Vigilância em Saúde Ambiental. O objetivo é ampliar a capacidade de detectar a presença do mosquito e acompanhar sua atividade reprodutiva, produzindo informações que possam orientar a atuação das equipes de campo.
Como funciona o monitoramento
As ovitrampas são utilizadas para identificar a presença do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos depositados pelo mosquito. A análise desse material permite aos profissionais de vigilância identificar regiões onde há maior atividade do vetor.
Na prática, os dados obtidos ajudam a direcionar o trabalho de controle. Em locais onde é identificada maior presença do mosquito, as equipes podem concentrar a vigilância e intensificar ações destinadas à identificação e eliminação de possíveis criadouros.
A ferramenta, portanto, funciona como mecanismo de monitoramento e não substitui as medidas tradicionais de prevenção, especialmente a retirada de recipientes que possam acumular água.
Rede será ampliada para diferentes regiões de Aparecida
As 248 novas ovitrampas serão instaladas por três equipes. Uma delas ficará responsável por 95 equipamentos, enquanto outras duas instalarão 74 e 79 unidades, respectivamente.
A expansão alcançará bairros de diferentes regiões de Aparecida, entre eles Independência Mansões, Jardim Alto Paraíso, Garavelo, Cidade Vera Cruz, Veiga Jardim, Mansões Paraíso, Cidade Satélite São Luiz, Jardim Monte Serrat, Vila Maria, Jardim Miramar, Rosa dos Ventos, Parque Trindade, Jardim Olímpico, Vila Brasília e Jardim Rosa do Sul.
A distribuição amplia a cobertura territorial da vigilância e permite reunir informações de diferentes pontos do município.
Mais de 290 mil ovos coletados desde 2025
O monitoramento realizado por meio das ovitrampas já produziu um volume expressivo de dados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 290 mil ovos de Aedes aegypti foram coletados desde setembro de 2025 pelos equipamentos instalados em Aparecida.
Esse levantamento permite acompanhar a presença do vetor ao longo do tempo e identificar regiões que demandam maior atenção das equipes de saúde ambiental.
A estratégia também tem como característica o uso de equipamentos considerados de implantação simples e baixo custo, permitindo ampliar a capacidade de vigilância sem depender de estruturas complexas.
Monitoramento ajuda a direcionar ações contra o mosquito
A ampliação da rede ocorre dentro das atividades permanentes da Vigilância em Saúde Ambiental, responsável por identificar situações de risco, orientar a população e desenvolver ações de controle de vetores.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Hérica Leguizamon, o aumento da quantidade de equipamentos permite obter um retrato mais detalhado da presença do mosquito nas diferentes regiões do município.
Já o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Edson Fernandes da Silva, reforça que o monitoramento realizado pelas equipes precisa ser acompanhado pela participação dos moradores.
Eliminação de água parada continua sendo fundamental
Mesmo com a ampliação da vigilância, a prevenção da dengue depende também da eliminação dos criadouros dentro e no entorno das residências.
A orientação é evitar recipientes que acumulem água, manter quintais e terrenos limpos e verificar regularmente locais como calhas, caixas-d’água e outros pontos onde possa ocorrer acúmulo.
Os moradores também devem permitir o acesso dos agentes de combate às endemias durante as visitas de vigilância.
A expansão das ovitrampas amplia a capacidade de identificar onde o Aedes aegypti está mais ativo em Aparecida de Goiânia. Com essas informações, a administração municipal busca tornar o trabalho de vigilância mais direcionado, enquanto a manutenção dos cuidados dentro dos imóveis continua sendo uma das principais medidas para reduzir a proliferação do mosquito.
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