Catarata atinge parcela significativa da população acima dos 50 anos; veja sinais e tratamento
Estimativa citada pela Fiocruz aponta que cerca de 25% dos brasileiros com mais de 50 anos têm a doença, que pode provocar perda progressiva da visão e tem tratamento cirúrgico

A catarata está entre as alterações de saúde que podem comprometer a qualidade de vida durante o envelhecimento. Uma estimativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), baseada em um levantamento com 9,4 mil participantes sobre doenças frequentes nessa fase da vida, aponta que aproximadamente 25% dos brasileiros com mais de 50 anos apresentam a condição.
A doença se desenvolve quando o cristalino, estrutura transparente localizada dentro do olho e responsável por ajudar na focalização das imagens, perde sua transparência. Com a opacificação dessa lente natural, a passagem da luz é prejudicada e a visão pode ficar progressivamente comprometida.
O avanço da catarata geralmente ocorre de maneira gradual. Por isso, os primeiros sinais podem ser confundidos com alterações comuns da idade ou com a necessidade de trocar os óculos.
Visão embaçada está entre os principais sinais
Um dos sintomas mais frequentes é a percepção de imagens menos nítidas. A pessoa também pode apresentar dificuldade para enxergar em ambientes com pouca iluminação, principalmente durante a condução de veículos à noite, além de maior sensibilidade à luz.
Outro possível sinal é a perda da intensidade das cores. Em alguns casos, o paciente percebe que as imagens estão mais apagadas ou com menor contraste.
Mudanças recorrentes no grau dos óculos também podem ocorrer. Quando essas alterações aparecem acompanhadas de piora progressiva da visão, a avaliação com um oftalmologista é importante para determinar se existe catarata ou outra doença ocular.
Envelhecimento é o principal fator associado
A idade é um dos principais fatores relacionados ao desenvolvimento da catarata, mas não é o único. Pessoas com diabetes, histórico de trauma ocular ou exposição excessiva à radiação ultravioleta podem apresentar maior risco. O uso prolongado de corticoides também está entre os fatores associados à doença.
A presença desses fatores, entretanto, não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá catarata. O diagnóstico depende de avaliação médica e exame oftalmológico.
Quando a catarata precisa de cirurgia?
A catarata pode provocar perda visual progressiva, mas o comprometimento da visão pode ser tratado. Quando a opacificação do cristalino passa a prejudicar atividades cotidianas, o oftalmologista pode indicar a cirurgia.
O procedimento consiste na retirada do cristalino comprometido e na substituição por uma lente intraocular. Em muitos casos, a cirurgia é realizada de forma ambulatorial, permitindo que o paciente receba alta no mesmo dia, conforme a avaliação médica e as condições clínicas.
A indicação e o momento adequado para a cirurgia devem ser definidos individualmente pelo oftalmologista. O acompanhamento é importante porque nem toda alteração visual em pessoas mais velhas é causada por catarata.
Alteração na visão merece avaliação
Dificuldade para enxergar, visão embaçada, sensibilidade à luz ou piora da visão noturna não devem ser simplesmente consideradas consequências inevitáveis do envelhecimento. Esses sinais podem estar relacionados à catarata, mas também podem ocorrer em outras doenças dos olhos.
A avaliação oftalmológica permite identificar a causa da alteração visual e definir o tratamento adequado. O diagnóstico precoce também ajuda a diferenciar a catarata de outras condições que podem comprometer a visão.
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