Serra Dourada inicia demolição da antiga geral e avança em ampla modernização
Reforma do principal estádio de Goiás entra em nova etapa com retirada da arquibancada inferior, construção de camarotes e investimento que supera R$ 400 milhões na fase inicial

As obras de modernização do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, avançaram para uma das etapas mais simbólicas do projeto: a demolição da antiga arquibancada conhecida como “geral”. A estrutura, que permaneceu desativada por quase duas décadas, começou a ser removida após o início oficial das intervenções, em julho. A reforma integra o projeto de revitalização do complexo esportivo, cuja conclusão está prevista para julho de 2028.
A retirada da antiga geral representa uma mudança estrutural significativa no estádio. O setor deixou de receber torcedores no início de 2008 e será definitivamente eliminado do novo projeto arquitetônico. No local, parte da área dará espaço à ampliação das arquibancadas e à construção de novos camarotes com visão privilegiada para o gramado.
Escavadeiras já atuam na remoção dos primeiros blocos de concreto, marcando o início das transformações em uma das áreas mais tradicionais do estádio. A intervenção faz parte de um amplo conjunto de obras destinado a adaptar o Serra Dourada aos padrões atuais de infraestrutura, conforto, acessibilidade e exploração comercial.
Pelo projeto divulgado pela administradora do complexo, serão construídos 22 camarotes na região onde existia parte da antiga geral, abaixo do setor de cadeiras. Outros 44 camarotes ocuparão espaços atualmente utilizados por antigas cabines de rádio e televisão, ampliando a capacidade do estádio para receber eventos esportivos e corporativos.
Além das mudanças na arquibancada, diversos outros setores passam por remodelação. Os 32 banheiros existentes estão sendo completamente reestruturados. Embora os espaços sejam mantidos, todas as instalações sanitárias antigas estão sendo removidas para dar lugar a novas estruturas com foco em acessibilidade, inclusão e melhores condições de atendimento ao público.
As intervenções também alcançam os prédios localizados nos lados Norte e Sul do estádio, que passam por adequações internas de layout. Os bares existentes estão sendo reconstruídos, dentro da proposta de oferecer novos serviços aos frequentadores e ampliar a exploração comercial do espaço.
Segundo informações divulgadas pela concessionária responsável pelo complexo, o investimento inicial na modernização já ultrapassa R$ 400 milhões, valor superior ao mínimo previsto no contrato de concessão firmado com o Governo de Goiás, que estabelecia investimento inicial de R$ 215 milhões.
Ao longo dos 35 anos de concessão, a estimativa é que os investimentos destinados à reforma, manutenção e gestão do Serra Dourada superem R$ 1,5 bilhão. O projeto pretende transformar o estádio em um centro multifuncional voltado não apenas ao futebol, mas também a grandes eventos culturais, shows e atividades de entretenimento.
De acordo com o diretor-superintendente do Complexo Serra Dourada, Paulo Rossi, a execução das obras representa uma transformação histórica para o equipamento esportivo e para o estado.
Segundo ele, o objetivo é posicionar Goiás entre os principais destinos nacionais para grandes eventos esportivos, culturais e de entretenimento, fortalecendo também o turismo e atraindo novos investimentos.
O diretor comercial do complexo, Samuel Lloyd, destacou que a proposta busca consolidar um ambiente capaz de estimular a economia local por meio da geração de empregos, da movimentação da cadeia turística e da ampliação da oferta de eventos de grande porte no Centro-Oeste.
Mesmo com o avanço das intervenções, a programação de eventos não será interrompida. Conforme a administração do complexo, o estacionamento localizado no lado Norte continuará sendo utilizado para grandes apresentações durante o período das obras.
A manutenção das atividades faz parte da estratégia adotada pela concessionária para manter o Serra Dourada em funcionamento enquanto ocorre a modernização da estrutura. A expectativa é conciliar o cronograma das obras com a realização de eventos já programados, preservando a movimentação econômica do espaço até a entrega definitiva do novo complexo, prevista para julho de 2028.
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