Policarpo adia disputa pela presidência da Câmara de Goiânia até após eleições estaduais
Presidente da Casa pede que aliados suspendam articulações pela Mesa Diretora enquanto foco permanece no processo eleitoral de 2026

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), orientou os vereadores de seu grupo político a adiarem as articulações para a eleição da próxima Mesa Diretora da Casa até a conclusão do primeiro turno das eleições estaduais, previsto para outubro. A medida busca evitar que a sucessão interna interfira no ambiente político durante o período eleitoral.
Mesmo com o recesso parlamentar, a disputa pelo comando do Legislativo municipal já movimenta os bastidores da política goianiense. Pelo menos três vereadores ligados ao grupo de Policarpo manifestaram interesse em disputar a presidência da Câmara: Thialu Guiotti, Henrique Alves e Ronilson Reis.
Em entrevista, Thialu Guiotti confirmou a intenção de participar da disputa, mas afirmou que seguirá a orientação do atual presidente. Segundo o parlamentar, a expectativa é de que o grupo reduza o número de pré-candidatos e chegue a um nome de consenso após o período eleitoral.
De acordo com Guiotti, o objetivo é preservar a unidade da base política durante um momento considerado estratégico, já que parte dos vereadores também disputa cargos nas eleições de 2026. Atualmente, dos 37 parlamentares da Câmara de Goiânia, ao menos 15 são pré-candidatos ao pleito estadual e federal.
O vereador também afirmou que, enquanto ele e Henrique Alves aguardam o momento definido pelo grupo para intensificar as negociações, Ronilson Reis já estaria realizando articulações políticas e conquistando apoios internos para uma eventual candidatura. Segundo Guiotti, vereadores como Geverson Abel, Igor Franco e Lucas Vergílio já teriam demonstrado apoio ao nome de Ronilson.
Além das movimentações internas, informações apuradas indicam que os possíveis candidatos já buscaram diálogo com o prefeito Sandro Mabel para avaliar um eventual posicionamento do Executivo na sucessão da Câmara. Até o momento, contudo, a posição atribuída ao prefeito permanece a de que a escolha do presidente do Legislativo deve ser conduzida exclusivamente pelos vereadores.
Conforme relatado por Guiotti, Sandro Mabel já manifestou em outras ocasiões que não pretende interferir diretamente na eleição da Mesa Diretora, embora considere importante que o futuro presidente mantenha diálogo institucional com a administração municipal.
A eleição da Mesa Diretora é um dos processos mais relevantes do Legislativo municipal, pois define a condução administrativa e política da Câmara pelos próximos anos. O presidente da Casa é responsável por dirigir as sessões, administrar o orçamento do Legislativo, representar institucionalmente o Parlamento e exercer papel decisivo na definição da pauta de votações.
Com a orientação de Romário Policarpo para adiar as negociações, a expectativa é de que a disputa permaneça em segundo plano até o encerramento da fase mais intensa das eleições de 2026, quando as articulações deverão ganhar ritmo e definir o nome que disputará o comando da Câmara Municipal de Goiânia.
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