Capitão da PM morre após quase um mês internado por acidente durante escolta em Goiás
Oficial atuava em serviço quando sofreu grave acidente de motocicleta; morte gera comoção entre colegas de farda, familiares e moradores da região Sul do estado

A Polícia Militar de Goiás confirmou neste sábado (13), a morte do capitão Eládio José do Prado Neto, oficial do Comando de Policiamento Rodoviário que estava internado desde o fim de maio após sofrer um grave acidente de motocicleta durante uma operação de escolta. O militar não resistiu às complicações decorrentes dos ferimentos e faleceu em uma unidade hospitalar de Goiânia.
Lotado no 4º Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, sediado em Caldas Novas, o capitão desempenhava funções ligadas ao policiamento ostensivo e à segurança viária nas rodovias estaduais. Segundo informações da corporação, o acidente ocorreu enquanto ele atuava como batedor em uma escolta motociclista, atividade que exige elevado nível de treinamento técnico, atenção constante e rápida capacidade de resposta diante das condições do tráfego.
A notícia provocou forte repercussão entre integrantes das forças de segurança, autoridades e moradores das cidades onde o oficial construiu sua trajetória profissional. Reconhecido pelo perfil conciliador e pela dedicação ao serviço público, Eládio era considerado uma referência entre os colegas de farda e mantinha relacionamento próximo com lideranças comunitárias e representantes municipais.
Em nota oficial, a Polícia Militar de Goiás lamentou profundamente a perda do oficial e destacou sua trajetória marcada pelo comprometimento com a segurança pública, disciplina profissional e espírito de missão. A corporação ressaltou ainda que o capitão deixa um legado de serviços prestados à população goiana ao longo da carreira.
A esposa do militar, Larissy Cardoso, relembrou o lado familiar de Eládio e destacou sua dedicação à família. Segundo ela, o capitão era um pai presente, esposo dedicado e alguém que construía relações baseadas no cuidado e no respeito. O casal tinha uma filha de sete anos, além da convivência familiar com a filha mais velha de Larissy, criada pelo oficial desde a infância.
A comoção também alcançou a cidade de Goiatuba, onde o capitão atuou profissionalmente e participou de iniciativas voltadas ao fortalecimento da estrutura policial local. Autoridades e lideranças da região destacaram sua atuação na busca por melhorias para os policiais militares, incluindo reformas em instalações e melhores condições de trabalho para os servidores da segurança pública.
A morte do capitão Eládio representa mais uma perda sentida pelas forças de segurança do estado. Colegas de corporação ressaltam que sua trajetória foi marcada pela seriedade profissional, pelo respeito à população e pelo compromisso permanente com a missão de proteger vidas nas rodovias e cidades goianas.
O caso também reforça os riscos inerentes às atividades desempenhadas por policiais militares em operações de trânsito e escoltas especializadas, consideradas entre as funções que exigem maior atenção operacional e exposição a situações de alto risco.
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