Banana tem diferença de até 309% em Goiânia e Procon alerta consumidor sobre disparidade nos hortifrúti
Levantamento em supermercados e sacolões da capital identificou oscilações expressivas nos preços de frutas, legumes e verduras; economia pode ultrapassar R$ 80 em compras básicas

Uma pesquisa divulgada pelo Procon Goiânia revelou forte disparidade nos preços de produtos hortifrúti comercializados na capital goiana. O levantamento, realizado entre os dias 8 e 11 de maio em dez estabelecimentos comerciais, identificou variações superiores a 300% em itens considerados básicos da alimentação diária, reforçando o impacto da inflação dos alimentos e das diferenças de política comercial entre supermercados, atacarejos e hortas varejistas.
Entre os 20 produtos analisados, a banana nanica apresentou a maior diferença de preço encontrada pelos fiscais do órgão. O quilo da fruta foi identificado entre R$ 1,95 e R$ 7,99, o que representa variação de 309,74%. O levantamento aponta que a simples comparação entre estabelecimentos pode gerar economia significativa ao consumidor em compras rotineiras.
Além da banana nanica, outros produtos registraram oscilações consideradas elevadas pelo Procon. O limão apareceu com variação de 258,46%, sendo vendido entre R$ 1,95 e R$ 6,99. Já a laranja apresentou diferença de 207,18%, enquanto o mamão formosa variou 167,22%. A manga também entrou na lista de maiores discrepâncias, com preços entre R$ 3,99 e R$ 9,59.
Segundo os dados consolidados pelo órgão, apenas na compra desses cinco itens o consumidor pode economizar mais de R$ 25 ao optar pelos menores preços identificados na pesquisa.
No segmento de verduras e legumes, a batata-doce liderou as oscilações, com diferença de 226,12% entre estabelecimentos. O produto foi encontrado variando de R$ 2,45 a R$ 7,99 o quilo. O chuchu também chamou atenção, com variação de 200,67%, seguido pela cebola, alho e repolho.
O levantamento mostra ainda que até produtos com menor volatilidade continuam apresentando impacto relevante no orçamento doméstico. O tomate saladete, por exemplo, registrou diferença de 50,05%, enquanto a cenoura variou 46,73%.
Especialistas do setor varejista apontam que fatores como sazonalidade agrícola, custo logístico, clima, armazenamento e volume de oferta influenciam diretamente a formação dos preços no segmento hortifrúti. Produtos altamente perecíveis sofrem impacto imediato de mudanças climáticas, períodos de seca, excesso de chuva e oscilações no abastecimento regional.
O Procon Goiânia também ressaltou que unidades pertencentes à mesma rede podem praticar preços distintos, especialmente em promoções localizadas e políticas específicas de estoque.
Diante do cenário, o órgão orienta consumidores a pesquisarem valores antes das compras, observarem a qualidade visual e sanitária dos produtos e exigirem nota fiscal em todas as operações. A recomendação ganha ainda mais relevância diante da pressão contínua sobre os alimentos frescos, um dos grupos que mais afetam o orçamento das famílias brasileiras.
O Procon também reforçou que produtos vencidos, adulterados, deteriorados ou impróprios para consumo devem ser imediatamente substituídos ou ressarcidos, conforme previsto pelo Código de Defesa do Consumidor.

A pesquisa completa com os preços coletados nos estabelecimentos de Goiânia está disponível nos canais oficiais do órgão de fiscalização.
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