Operação Cidade Segura remove quase 80 toneladas de fios irregulares e expõe desordem estrutural na rede urbana de Goiânia
Fiscalização da Prefeitura intensifica combate à poluição visual e riscos à segurança, com mais de 2,3 mil postes regularizados e centenas de autuações

A crescente desorganização da infraestrutura aérea em Goiânia, marcada por fios soltos, cabos inservíveis e ocupação irregular de postes, passou a ser alvo de uma ação sistemática do poder público municipal. No âmbito da Operação Cidade Segura, a Prefeitura já contabiliza a retirada de 78,9 toneladas de cabeamento irregular, evidenciando a dimensão do passivo urbano acumulado ao longo dos anos.
Coordenada pela Agência de Regulação do Município, a operação atua diretamente na fiscalização de empresas de telecomunicações e provedores de internet, responsáveis técnicos pela instalação, manutenção e remoção dos cabos. O trabalho envolve tanto a eliminação de estruturas abandonadas quanto a reorganização da fiação ativa, com base em normas técnicas de ocupação compartilhada de postes.
Os resultados operacionais indicam a regularização de 2.329 estruturas ao longo de 64,5 quilômetros de vias urbanas, com a participação de aproximadamente 30 empresas notificadas. O processo inclui adequação de altura mínima dos cabos, retirada de excedentes e reordenação dos feixes de rede, reduzindo riscos à mobilidade urbana e à segurança de pedestres e motoristas.
A legislação municipal estabelece prazo de até 10 dias para que as empresas realizem a correção das irregularidades após notificação formal. O descumprimento tem gerado sanções administrativas, com 347 autos de infração já registrados até o momento. As penalidades buscam induzir maior conformidade regulatória em um setor historicamente marcado por baixa fiscalização efetiva.
Do ponto de vista técnico, a presença de cabeamento desordenado compromete não apenas a estética urbana, mas também a integridade da rede elétrica e de telecomunicações. Cabos rompidos ou mal fixados aumentam o risco de acidentes, interferências operacionais e até incêndios, além de dificultarem intervenções de manutenção pelas concessionárias.
Após a retirada, o material recolhido é encaminhado para destinação ambientalmente adequada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, seguindo protocolos de descarte e reaproveitamento de resíduos. A operação também conta com a participação indireta da população, que pode acionar os canais de ouvidoria para relatar pontos críticos de irregularidade.
A intensificação das ações sinaliza uma tentativa de reordenamento urbano baseada em critérios técnicos e regulatórios, diante de um cenário de expansão acelerada dos serviços de telecomunicações. A eficácia da iniciativa, no entanto, depende da continuidade das fiscalizações e da responsabilização efetiva das empresas envolvidas, sob risco de recorrência das irregularidades.
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