10 de março de 2026
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PF investiga criação de plano de saúde privado financiado com verbas públicas, em Goiânia

Operação mira gestor de Organização Social que teria utilizado recursos destinados à saúde municipal para custear benefício privado a funcionários de hospitais
Imagem ilustrativa da Polícia Federal | Foto: divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação PSP (Plano de Saúde Público) para apurar o suposto desvio de recursos da saúde municipal de Goiânia entre 2022 e 2023, período em que a pasta era comandada por Durval Pedroso, na gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos).

O alvo da investigação é o gestor de uma Organização Social (OS) responsável por administrar unidades de saúde na capital. Segundo a PF, ele teria criado uma empresa de plano de saúde privado, registrada em nome da filha, cuja manutenção era custeada com verbas públicas. Os beneficiários eram os próprios funcionários dos hospitais geridos pela OS, mas o pagamento das mensalidades saía diretamente do orçamento da Prefeitura de Goiânia.

Operação e bloqueio de bens

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Goiânia e Salvador, autorizados pela 5ª Vara Federal, além do sequestro de R$ 5 milhões em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Ninguém foi preso até o momento.

A PF investiga a prática de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O caso ainda está em fase inicial, e a identidade dos investigados, assim como o nome da OS, não foram divulgados oficialmente.

Recursos públicos sob suspeita

De acordo com as apurações preliminares, os recursos que deveriam custear atendimentos hospitalares e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia teriam sido desviados para bancar a estrutura de um plano de saúde paralelo. A prática, além de configurar enriquecimento ilícito, pode ter comprometido o financiamento das unidades geridas pela OS durante o período investigado.

Impactos e desdobramentos

O Ministério Público Federal acompanha o caso, e a PF informou que a análise de documentos e movimentações financeiras apreendidos poderá revelar a extensão do esquema. Se confirmadas as irregularidades, o episódio deve ampliar o debate sobre os modelos de terceirização da saúde pública por meio de Organizações Sociais, alvo frequente de questionamentos sobre transparência e fiscalização do uso de recursos.

Até o momento, a Prefeitura de Goiânia e a OS investigada não se pronunciaram oficialmente. O espaço segue aberto para manifestações das partes citadas.


Tags: Polícia Federal, Goiânia, Saúde Pública, Organizações Sociais, Desvio de Recursos, Operação PSP, Ministério Público Federal

Marcus

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