Servidora é investigada por trocar celular de colega e causar prejuízo superior a R$ 100 mil, em Goiás
Polícia Civil aponta esquema planejado para acessar contas bancárias da vítima; suspeita teria realizado compras e contratado empréstimos em nome da colega de trabalho

Uma servidora pública de Águas Lindas de Goiás passou a ser investigada pela Polícia Civil de Goiás sob suspeita de furtar o celular de uma colega de trabalho e utilizar o aparelho para movimentações financeiras fraudulentas que ultrapassam R$ 100 mil. A apuração indica que a ação teria sido previamente planejada e executada dentro do próprio ambiente profissional.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic), vinculado à 17ª Delegacia Regional de Polícia, a suspeita teria adquirido antecipadamente um aparelho idêntico ao da vítima para realizar a substituição sem despertar suspeitas imediatas. A troca teria ocorrido durante o expediente, aproveitando um momento de distração da colega.
Após assumir o controle do dispositivo original, a investigada teria acessado aplicativos bancários da vítima e realizado operações financeiras sem autorização. Entre as movimentações identificadas estão compras eletrônicas, transferências e a contratação de empréstimos bancários em valores elevados.
Segundo a polícia, pelo menos três operações de crédito foram abertas em nome da vítima. Uma delas, próxima de R$ 60 mil, chegou a ser liberada pela instituição financeira antes de ser bloqueada por intervenção da gerência bancária, o que evitou prejuízo ainda maior. O montante total das transações investigadas ultrapassa R$ 100 mil.
A investigação aponta indícios de fraude eletrônica associada a furto qualificado mediante abuso de confiança e utilização de dados bancários da vítima. A complexidade do caso elevou o nível de apuração, já que os investigadores trabalham com a hipótese de ação premeditada para obtenção de acesso financeiro e ocultação da autoria.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência da suspeita, os policiais recolheram materiais considerados estratégicos para o avanço das investigações. Entre os itens apreendidos estão o telefone celular pessoal da investigada, um cartão bancário utilizado na compra do aparelho semelhante ao da vítima e roupas que teriam sido usadas no dia da substituição do celular.
A identidade da investigada não foi oficialmente divulgada pelas autoridades. Até o momento, a defesa dela não foi localizada para manifestação. Também não houve posicionamento oficial da administração municipal sobre eventual abertura de procedimento administrativo disciplinar.
Especialistas em crimes digitais destacam que aparelhos celulares se tornaram o principal vetor de acesso a dados financeiros pessoais, especialmente diante da integração entre aplicativos bancários, autenticação biométrica e operações instantâneas. Em casos como este, a troca física do aparelho permite que criminosos tenham acesso direto a contas, códigos de autenticação e informações sensíveis da vítima.
A Polícia Civil de Goiás informou que a suspeita poderá responder por furto qualificado e outros delitos correlatos ligados a fraude eletrônica e obtenção ilícita de vantagem financeira. O inquérito segue em andamento para identificação de eventuais novas movimentações financeiras e possível participação de terceiros.
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