Servidor da Prefeitura de Goiânia é preso por tráfico de cigarros eletrônicos com óleo de maconha e anabolizantes
Funcionário concursado da Secretaria de Gestão é acusado de comercializar, pelas redes sociais, dispositivos com derivados de cannabis, ecstasy e substâncias anabolizantes. Polícia Civil apreendeu entorpecentes, balanças e seringas. Prefeitura afirma que a conduta não tem relação com o serviço público.
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na noite de terça-feira (8), um servidor público da Prefeitura de Goiânia, suspeito de liderar um pequeno esquema de comercialização ilegal de cigarros eletrônicos adulterados com derivados de cannabis, anabolizantes e ecstasy. A prisão ocorreu no Setor Universitário, região central da capital, e resultou na apreensão de diversos produtos prontos para a venda, além de um arsenal de substâncias ilícitas em sua residência.
O investigado, cujo nome não foi divulgado, é concursado e lotado na Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp). Apesar de sua posição no quadro efetivo da administração municipal, a Prefeitura de Goiânia afirmou em nota oficial que “o fato noticiado não tem qualquer relação com o exercício de suas funções no serviço público”.
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela ocorrência, o servidor utilizava as redes sociais e aplicativos de mensagens com número internacional para realizar a venda dos produtos. “Ele operava como um verdadeiro microempreendedor do crime, oferecendo cigarros eletrônicos com óleo de maconha misturado a aromatizantes e substâncias químicas diversas. A operação foi organizada, com publicidade direcionada, preços tabelados e entrega programada”, destacou o delegado.
Modus operandi sofisticado e material ilícito
Durante a abordagem inicial, os policiais civis da Central de Flagrantes encontraram o homem com 13 frascos de cigarros eletrônicos prontos para comercialização. Em seguida, com base em informações coletadas, os agentes se dirigiram até a residência do suspeito, no setor Crimeia Leste, onde foram apreendidos:
- Diversos refis de cigarros eletrônicos;
- Frascos contendo óleo de maconha;
- Comprimidos de ecstasy;
- Anabolizantes diversos;
- Seringas e instrumentos de aplicação;
- Balança de precisão.
Segundo a investigação, cada cigarro eletrônico era vendido por cerca de R$ 350. Já os lotes com dez unidades do produto adulterado eram oferecidos por R$ 3 mil. As publicações comerciais eram feitas de forma velada, com uso de linguagem cifrada e contatos privados.
“O material encontrado aponta para uma estrutura criminosa organizada, voltada à venda de entorpecentes sob a fachada de produtos recreativos. A combinação de substâncias psicoativas com aromatizantes em vaporizadores é extremamente perigosa e, além de ilegal, representa um risco grave à saúde dos usuários”, advertiu Teófilo.
Tráfico e penalidades
O servidor foi autuado por tráfico de drogas, crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, com pena de reclusão que pode variar de 5 a 15 anos. A depender da evolução das investigações, ele também poderá responder por associação ao tráfico, caso sejam identificados outros envolvidos no esquema de produção e comercialização.
O delegado informou que a Polícia Civil dará prosseguimento à apuração para rastrear fornecedores, eventuais cúmplices e a extensão da rede de distribuição. A participação de outras pessoas, especialmente em grupos de vendas online, está sob análise dos investigadores.
Administração pública acompanha o caso
Procurada, a Prefeitura de Goiânia declarou que acompanhará o caso com atenção, embora tenha reiterado que o servidor responde pessoalmente pelos seus atos e que a conduta investigada “não possui qualquer vínculo com sua atuação como funcionário público”.
A situação do servidor será analisada também sob a perspectiva administrativa, e ele pode ser submetido a processo disciplinar interno, conforme o desfecho da ação penal.
Nota da Prefeitura de Goiânia
A Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp) informa que a pessoa mencionada é ocupante de cargo efetivo.
O fato noticiado não tem qualquer relação com o exercício de suas funções na administração pública. A Segenp já oficializou a Controladoria-Geral do Municipal (CGM) para acompanhar o caso junto às autoridades competentes, e adotará as providências administrativas cabíveis, conforme o que for apurado oficialmente pelas autoridades policiais.
Reiteramos nosso compromisso com a ética, a legalidade e a responsabilidade no serviço público.
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