Procon aperta fiscalização e exige notas fiscais de postos sob suspeita de preços abusivos, em Goiânia
Operação concentra notificações no Parque Amazônia e amplia controle sobre margem de lucro, procedência e qualidade dos combustíveis

A Procon Goiânia intensificou a fiscalização sobre o mercado de combustíveis na capital e notificou estabelecimentos para apresentação detalhada de notas fiscais e registros de comercialização. A ação, concentrada inicialmente no Setor Parque Amazônia, integra uma estratégia de monitoramento para identificar práticas abusivas, inconsistências na formação de preços e possíveis irregularidades na qualidade dos produtos vendidos.
Durante as diligências, seis postos foram formalmente intimados a comprovar a cadeia de aquisição e revenda de gasolina, etanol e diesel. A exigência inclui documentação que permita rastrear o custo de compra, o preço final ao consumidor e a composição da margem de lucro. A medida busca verificar se há elevação injustificada de preços, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor quando não respaldada por variações reais de mercado.
Além da análise documental, as equipes técnicas realizaram testes de qualidade in loco, procedimento padrão que avalia parâmetros físico-químicos dos combustíveis, como teor alcoólico e presença de impurezas. Eventuais desconformidades podem caracterizar adulteração, infração que compromete o desempenho dos veículos e pode gerar danos mecânicos relevantes.
A operação também considera diretrizes regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, responsável por definir padrões técnicos e fiscalizar a conformidade dos produtos no país. A atuação conjunta entre órgãos de defesa do consumidor e entidades reguladoras é considerada essencial para garantir a integridade do mercado e a proteção dos usuários.
Segundo o Procon, o objetivo é ampliar a transparência na formação de preços e assegurar que o consumidor não seja penalizado por práticas oportunistas, especialmente em períodos de oscilação no mercado de combustíveis. Os estabelecimentos que não apresentarem justificativas técnicas compatíveis com os valores praticados poderão ser autuados, com aplicação de multas e outras sanções administrativas.
O órgão reforça que denúncias da população têm papel estratégico no direcionamento das fiscalizações, permitindo atuação mais precisa em regiões com maior incidência de irregularidades. Os canais oficiais seguem abertos para registro de reclamações relacionadas a preços abusivos ou suspeitas de combustível fora das especificações.
A ofensiva deve ser ampliada para outras regiões de Goiânia nos próximos dias, em uma agenda contínua de fiscalização preventiva e repressiva no setor.
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