Presidente da Câmara de Goiânia critica lentidão no pagamento de emendas e cobra diálogo institucional da Prefeitura de Goiânia
Presidente da Câmara aponta desconforto com atraso nas emendas impositivas, questiona condução política do Paço e avalia impactos da estadualização da CMTC

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), fez críticas diretas ao ritmo de pagamento das emendas parlamentares impositivas pela Prefeitura e apontou falhas de diálogo institucional como principal fator de desgaste na relação entre o Legislativo e o Executivo ao longo de 2025. Em avaliação política e administrativa, Policarpo afirmou que a demora na execução das emendas gera “extremo desconforto” e não pode ser tratada como instrumento de negociação política.
Segundo o presidente da Casa, as emendas impositivas integram o Orçamento aprovado e devem ser executadas com a mesma prioridade das demais despesas municipais. Para ele, a justificativa apresentada pelo Paço — baseada em ajustes de fluxo e trâmites internos — não se sustenta tecnicamente. “O Orçamento foi executado integralmente no que cabia ao Executivo. As emendas impositivas também deveriam ter sido”, ressaltou, ao destacar que a expectativa das comunidades beneficiadas é diretamente afetada pelo atraso.
Policarpo avaliou que o primeiro ano da gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) foi marcado por dificuldades de alinhamento e comunicação, sobretudo na tramitação de projetos estratégicos. Embora tenha destacado a boa relação pessoal com o prefeito, afirmou que, institucionalmente, faltou clareza técnica em matérias relevantes encaminhadas à Câmara, o que dificultou o debate e retardou votações. Para o vereador, o problema não se restringe ao chefe do Executivo, mas envolve também a atuação da equipe de governo.
Entre os exemplos citados, Policarpo mencionou a discussão em torno da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), que, segundo ele, poderia ter tramitado com menos resistência caso houvesse uma explicação mais objetiva sobre a destinação dos recursos e os limites legais de uso da arrecadação. “Quando não há diálogo, há tensão. O silêncio institucional gera constrangimento”, pontuou.
Outro ponto de preocupação destacado pelo presidente da Câmara é a transferência da gestão da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para o Estado de Goiás. Policarpo afirmou concordar com a mudança apenas se houver equilíbrio financeiro e repartição justa dos custos do sistema. Segundo ele, Goiânia arca hoje com parcela significativa dos subsídios do transporte metropolitano, beneficiando municípios vizinhos. “Não faz sentido o município continuar como grande financiador sem ter poder de gestão”, alertou, ao defender que o tema deveria ter sido amplamente debatido com o Legislativo municipal e a Assembleia Legislativa.
No campo político, Policarpo confirmou a intenção de manter sua pré-candidatura a deputado estadual em 2026 sem prejuízo ao funcionamento da Câmara e sinalizou alinhamento com o vice-governador Daniel Vilela na sucessão estadual. Também demonstrou apoio à eventual candidatura do governador Ronaldo Caiado à Presidência da República, avaliando-o como uma alternativa de centro em um cenário nacional polarizado.
Ao encerrar sua avaliação, o presidente da Câmara reforçou que o fortalecimento do diálogo entre os Poderes será decisivo para reduzir tensões institucionais e garantir maior eficiência na execução de políticas públicas em Goiânia.
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