Polícia Civil desmonta grupo suspeito de aplicar golpe do “novo número” e prende três pessoas, em Goiânia
Investigação iniciada após denúncia no interior de Goiás identificou esquema que utilizava contas bancárias de terceiros e mensagens falsas para obter transferências de vítimas.
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás resultou na prisão em flagrante de três pessoas suspeitas de integrar um esquema de estelionato digital baseado no chamado golpe do “novo número”. As prisões ocorreram em Goiânia após diligências que identificaram a estrutura utilizada pelos investigados para enganar vítimas por meio de aplicativos de mensagens e obter transferências bancárias indevidas.
O caso começou a ser apurado após uma denúncia registrada em delegacia no município de Posse, no nordeste goiano. A vítima relatou ter recebido mensagens de um contato que se apresentava como seu filho e alegava ter trocado de número de telefone. Durante a conversa, o suposto familiar pediu ajuda financeira imediata para resolver um problema urgente.
Convencida de que se tratava de um pedido legítimo, a vítima realizou duas transferências bancárias que somaram mais de R$ 3 mil. Pouco depois, o interlocutor solicitou uma nova transferência, desta vez de valor significativamente maior. A insistência despertou suspeitas, levando a vítima a confirmar a situação com o filho verdadeiro e a perceber que havia sido alvo de um golpe.
A partir do registro da ocorrência, investigadores iniciaram o rastreamento das movimentações financeiras relacionadas à fraude. A análise indicou que o dinheiro havia sido depositado em uma conta bancária vinculada a uma moradora da capital goiana.
Com apoio da unidade de inteligência da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Ceres, policiais conseguiram localizar o endereço associado à conta utilizada no esquema. Equipes da 15ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia foram até o local para verificar a situação.
Durante a abordagem, a mulher titular da conta informou aos investigadores que havia permitido que outra pessoa utilizasse seus dados bancários. Segundo seu relato, ela teria emprestado a conta para intermediar transferências sem conhecer detalhadamente a origem dos valores.
O homem apontado por ela foi localizado em seguida e admitiu aos policiais que atuava como intermediário na captação de contas bancárias destinadas ao recebimento de valores obtidos em fraudes. De acordo com a investigação, ele ficava com cerca de 30% do dinheiro transferido pelas vítimas.
As informações fornecidas levaram os agentes até o terceiro suspeito, apontado como responsável por executar diretamente os golpes por meio das mensagens enviadas às vítimas. Na residência do investigado, os policiais encontraram diversos aparelhos celulares, chips telefônicos e dinheiro em espécie.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 2.300 em espécie em um dos endereços e outros R$ 315 com outro suspeito. Os dispositivos eletrônicos recolhidos deverão passar por perícia para identificar possíveis novas vítimas e verificar a extensão do esquema.
Os três investigados foram encaminhados à delegacia e autuados em flagrante pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Posteriormente, foram conduzidos à central de flagrantes e permanecem à disposição da Justiça.
Segundo investigadores, o golpe do “novo número” tornou-se uma das fraudes digitais mais recorrentes nos últimos anos. A estratégia criminosa se baseia na coleta prévia de informações pessoais das vítimas — muitas vezes obtidas em redes sociais — para simular conversas com familiares e solicitar transferências urgentes de dinheiro.
A Polícia Civil do Estado de Goiás orienta que pedidos financeiros recebidos por aplicativos de mensagens sejam sempre confirmados por ligação telefônica ou outro meio direto de comunicação com a pessoa supostamente envolvida.
Tags: #GolpeDoNovoNúmero #EstelionatoDigital #PolíciaCivil #Goiânia #CrimesVirtuais #FraudeBancária #SegurançaDigital

