23 de janeiro de 2026
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Paralisação em Maternidades de Goiânia: Médicos Exigem Regularização de Pagamentos e Fornecimento de Insumos

Vale ressaltar que os atendimentos classificados como urgência e emergência serão mantidos, conforme estabelece a legislação.
Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (Diomício Gomes/O Popular)

Nesta terça-feira (23), o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, a Maternidade Nascer Cidadão e o Hospital e Maternidade Dona Iris, importantes instituições de saúde em Goiânia, tiveram seus atendimentos eletivos paralisados por um período de 48 horas. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada no dia 16 de janeiro pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego). Vale ressaltar que os atendimentos classificados como urgência e emergência serão mantidos, conforme estabelece a legislação.

O Simego justificou a paralisação, alegando que a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc/UFG) não atenderam plenamente às reivindicações apresentadas pelos médicos. Em um vídeo divulgado pela entidade, a presidente Franscine Leão explicou que a categoria está buscando a regularização do pagamento das remunerações e do fornecimento de insumos utilizados nos atendimentos.

Por sua vez, a Fundahc contestou a legitimidade da paralisação em nota enviada na noite de terça-feira (23). Segundo a fundação, não há atraso nos salários dos médicos celetistas e concursados, destacando que os contratos foram firmados com empresas (pessoas jurídicas) e não diretamente com os médicos. A Fundahc considera ilegítima a adesão à paralisação por parte desses profissionais.

Este episódio remete a um problema recorrente nas instituições de saúde gerenciadas pela Fundahc. Em setembro do ano passado, as maternidades enfrentaram uma situação semelhante, quando cirurgias e atendimentos eletivos foram suspensos devido a atrasos nos repasses financeiros por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Na ocasião, a dívida acumulada ultrapassava os R$ 43 milhões, e os atendimentos só foram retomados após um repasse emergencial de R$ 12 milhões anunciado pela administração municipal.

Em outubro, com a posse de Wilson Pollara como titular da SMS, a secretaria e a Fundahc buscaram negociar para resolver os problemas enfrentados nas maternidades. A situação, no entanto, parece persistir, levando os médicos a adotarem medidas como a paralisação dos atendimentos eletivos para pressionar por soluções efetivas.

Marcus

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