Mulher é presa suspeita de desviar R$ 35 mil da sogra durante internação, em Mineiros
Segundo a Polícia Civil, investigada teria feito 12 transferências via Pix enquanto a idosa estava hospitalizada; Justiça determinou prisão preventiva e bloqueio de bens e valores

Uma mulher foi presa preventivamente nesta terça-feira (11), em Mineiros, no sudoeste de Goiás, durante investigação sobre o desvio de aproximadamente R$ 35 mil da conta bancária da própria sogra. Segundo a Polícia Civil de Goiás, a suspeita teria aproveitado o período em que a idosa estava internada e impossibilitada de utilizar o celular para realizar transferências bancárias sem autorização.
A investigação aponta que os valores foram movimentados por meio de 12 transferências via Pix realizadas entre maio e junho. De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro saiu da conta da vítima e foi direcionado para uma conta vinculada à investigada.
O caso veio à tona depois que a idosa recebeu alta hospitalar e identificou movimentações financeiras que não reconhecia. Diante da suspeita de irregularidade, ela procurou a polícia e relatou o ocorrido.
Investigação identificou sequência de transferências
Conforme os levantamentos realizados pela Polícia Civil, as transações ocorreram enquanto a vítima enfrentava problemas de saúde que, segundo o relato apresentado à investigação, impediam que ela utilizasse o próprio telefone celular para acompanhar a movimentação bancária.
A análise das contas apontou 12 transferências feitas por Pix para uma conta pertencente à nora. Os investigadores também verificaram movimentações posteriores dos recursos.
Segundo a polícia, parte dos valores recebidos era transferida logo em seguida para outras contas de titularidade da própria investigada. Esse fluxo financeiro passou a integrar os elementos analisados pela investigação para esclarecer a origem, o destino e a finalidade dos recursos.
A vítima afirmou à polícia que havia autorizado familiares a utilizar seus recursos apenas para situações específicas, como pagamento de contas e aquisição de medicamentos. Segundo o depoimento, essa autorização não abrangia as transferências identificadas durante a investigação.
Prisão preventiva e bloqueio de patrimônio
A Justiça determinou a prisão preventiva da investigada no curso da apuração. Também foi autorizado o bloqueio de bens e valores relacionados à suspeita, com o objetivo de preservar recursos que possam ser utilizados para eventual ressarcimento do prejuízo apontado pela vítima.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma condenação. A responsabilidade criminal da investigada ainda deverá ser analisada no decorrer do processo, com garantia do direito de defesa e do contraditório.
Segundo a Polícia Civil, a mulher é investigada por furto qualificado mediante abuso de confiança, classificação jurídica relacionada às circunstâncias apontadas na apuração.
Caso segue sob investigação
A investigação continua para esclarecer integralmente a dinâmica das movimentações bancárias, o destino dos valores e todas as circunstâncias relacionadas ao acesso à conta da vítima.
O nome da investigada não foi divulgado pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar manifestação da defesa até a conclusão das informações disponíveis.
O caso chama atenção para a necessidade de atenção redobrada com movimentações bancárias de pessoas idosas ou temporariamente impossibilitadas de acompanhar suas próprias contas. Autorizações para pagamentos ou compras específicas não devem ser confundidas, por si só, com autorização ampla para movimentação de recursos, sendo importante manter registros e mecanismos de acompanhamento das operações financeiras.
Tags: #Goiás, #Mineiros, #PolíciaCivil, #SegurançaPública, #Investigação, #Furto, #FurtoQualificado, #AbusoDeConfiança, #Pix, #CrimeFinanceiro, #Idoso, #ViolênciaPatrimonial, #Polícia, #Justiça, #PrisãoPreventiva, #BloqueioDeBens, #InvestigaçãoCriminal, #SudoesteDeGoiás, #Segurança, #GoiâniaUrgente


