Menino de 12 anos é ferido com martelo ao tentar proteger a mãe de agressão em Rio Verde
Padrasto é preso em flagrante após golpear o enteado na cabeça durante ataque violento contra a mãe do garoto. Adolescente sofreu lesão grave e foi levado ao hospital; caso mobiliza autoridades e Conselho Tutelar.

Um episódio brutal de violência doméstica chocou moradores de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, no último domingo (20/7). Um menino de 12 anos foi atingido com um golpe de martelo na cabeça ao tentar proteger a própria mãe, vítima de agressões do companheiro. O autor, um homem de 45 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM), que foi acionada por vizinhos após ouvirem gritos e pedidos de socorro vindos da residência da família.
De acordo com a GCM, ao chegar ao local indicado, os agentes encontraram o adolescente com um ferimento profundo e sangramento intenso na cabeça. O garoto foi prontamente socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Rio Verde. O estado de saúde do menor não foi detalhado, mas ele recebeu atendimento médico e permanece em observação.
Agressão durante tentativa de defesa
Testemunhas relataram que o adolescente interveio no momento em que o padrasto agredia a mãe, sua companheira, em um cenário recorrente de violência doméstica. Durante o confronto, o homem teria tomado o martelo das mãos do garoto — possivelmente usado por ele na tentativa de afastar o agressor — e o golpeado com violência na região craniana.
O suspeito também apresentava ferimento na cabeça, possivelmente resultado da briga, e foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber cuidados médicos. Após o atendimento, ele foi levado sob custódia à 8ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Goiás, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal qualificada — com agravante previsto no artigo 129 do Código Penal, por se tratar de crime contra criança e adolescente no âmbito doméstico.
Omissão da mãe não impede responsabilização penal
Apesar da mãe do menino, principal testemunha da violência doméstica, ter declarado que não deseja representar criminalmente contra o agressor, a legislação brasileira permite a persecução penal de ofício em casos de violência contra vulneráveis, como crianças e adolescentes. Com base nesse entendimento, o delegado responsável determinou a prisão em flagrante do suspeito e notificou o Ministério Público, que acompanhará o inquérito.
O Conselho Tutelar também foi acionado e está acompanhando o caso. Técnicos da entidade visitaram o hospital e a residência da família para avaliação do contexto familiar e possível acolhimento provisório da criança, caso haja risco de reincidência.
Histórico de violência será investigado
Segundo fontes da Polícia Civil, o agressor já possui histórico de comportamento violento, e o caso está sendo tratado como possível reincidência de violência doméstica. O nome da vítima não foi divulgado, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo em situações que envolvem menores.
O caso reforça os alarmantes índices de violência doméstica e familiar no estado de Goiás. Segundo dados do Tribunal de Justiça goiano, os registros de crimes contra crianças e adolescentes cresceram 12% no primeiro semestre de 2025, com destaque para agressões cometidas por familiares próximos.
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