Idoso desaparece durante travessia no Rio Corumbá e é encontrado morto após operação de mergulho em Orizona
Corpo da vítima foi localizado a sete metros de profundidade após mais de 15 horas de buscas realizadas por equipes especializadas do Corpo de Bombeiros no interior de Goiás
Um idoso de aproximadamente 60 anos morreu afogado durante uma tentativa de travessia no Rio Corumbá, na zona rural de Orizona. O corpo da vítima foi encontrado apenas no fim de semana, após uma longa operação de buscas subaquáticas coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.
O desaparecimento ocorreu na região conhecida como Lamarão, área rural marcada por trechos profundos, correnteza irregular e baixa visibilidade dentro d’água. Assim que foram acionadas, equipes da 14ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros se deslocaram até o local para levantamento das primeiras informações e definição da área de busca.
Devido à complexidade da ocorrência e às características do trecho do rio, a operação recebeu reforço de mergulhadores especializados do Batalhão de Operações de Salvamento Aquático, sediado em Goiânia. As equipes utilizaram embarcações, equipamentos de mergulho técnico e procedimentos específicos de varredura subaquática.
Após mais de 15 horas de buscas, os militares localizaram o corpo da vítima submerso a aproximadamente sete metros de profundidade e a cerca de 40 metros da margem do rio.
Segundo os bombeiros, as condições do local dificultaram o trabalho das equipes, exigindo atuação especializada para rastreamento em profundidade. A operação envolveu técnicas de mergulho de busca e salvamento utilizadas em ocorrências de afogamento em ambientes de baixa visibilidade e profundidade elevada.
Após o resgate, a área foi isolada para os trabalhos da perícia da Polícia Técnico-Científica e do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo.
Casos de afogamento em rios, lagos e represas costumam aumentar em áreas rurais do estado, principalmente em locais sem sinalização, monitoramento ou presença de guarda-vidas. Especialistas alertam que travessias improvisadas e entrada em regiões desconhecidas representam alto risco, especialmente em rios com variações bruscas de profundidade e correnteza.
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