Ibama desmonta garimpo ilegal de ouro em Goiás e impõe quase R$ 180 mil em sanções ambientais
Operação com apoio federal identifica degradação em área às margens do Rio Vermelho, embarga mais de 50 hectares e apreende maquinário pesado utilizado na extração irregular

Uma operação coordenada pelo Ibama resultou na desarticulação de um garimpo ilegal de ouro na zona rural do município de Goiás, em uma área sensível às margens do Rio Vermelho. A ação, realizada com apoio da Polícia Federal e da Agência Nacional de Mineração, identificou exploração mineral sem autorização, supressão irregular de vegetação nativa e impactos diretos sobre áreas legalmente protegidas.
Durante a fiscalização, foram constatadas frentes ativas de extração em pelo menos dois pontos distintos, com indícios de uso intensivo de maquinário pesado e técnicas rudimentares de lavra, típicas do garimpo clandestino. A presença das equipes levou à evasão imediata dos responsáveis, que abandonaram o local e seguem sendo investigados pelas autoridades.
Como resposta administrativa, o Ibama lavrou cinco autos de infração que, somados, alcançam aproximadamente R$ 179,7 mil. As penalidades estão associadas à exploração mineral sem licenciamento, destruição de vegetação nativa e intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, infrações previstas na legislação ambiental brasileira.
A área afetada, superior a 52 hectares, foi formalmente embargada, o que impede qualquer atividade produtiva até a regularização e recuperação ambiental. Técnicos também registraram processos de degradação do solo, alteração do curso hídrico e assoreamento, efeitos recorrentes em operações ilegais de extração aurífera, especialmente em margens de rios.
No local, foram apreendidos equipamentos como retroescavadeiras, motores estacionários e um caminhão utilizado na logística do garimpo. Parte do maquinário foi inutilizada in loco, medida amparada por normativas federais para impedir a retomada imediata da atividade ilícita.
O caso segue sob investigação com atuação integrada da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que buscam identificar os responsáveis diretos e eventuais financiadores da operação clandestina. Além das sanções administrativas, os envolvidos poderão responder nas esferas civil e penal, incluindo obrigações de reparação integral dos danos ambientais causados.
A ação reforça o aumento da fiscalização sobre atividades minerárias irregulares no estado, em um contexto de maior pressão sobre recursos naturais e de valorização do ouro no mercado internacional, fatores que ampliam o risco de expansão do garimpo ilegal em áreas ambientalmente sensíveis.
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